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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Bullying, assunto a ser debatido

O bullying, que poderíamos traduzir como assédio, é cada vez mais frequente nas escolas. Ou, talvez, agora tenha mais visibilidade.

A professora Tânia Lúcia Nunes do Nascimento, Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB), aborda o assunto neste importante trabalho.

A autora – mantenedora da página “Vencendo O Bullying”, no Facebook  – ministra palestras para estudantes, profissionais da educação e pais, sobre a temática, em esclarecimento, prevenção e combate.

O livro mostra que o primeiro passo, para uma instituição educacional, é admitir a ocorrência do bullying entre seus alunos. A partir desse passo fundamental é que se inicia o trabalho de conscientização e esclarecimento.

O bullying pode ter consequências gravíssimas para as vítimas, em alguns casos levando ao suicídio e, em outros, resultando em sequelas para toda a vida.

A Editora Sucesso se sente muito feliz em publicar este livro, que lança luz sobre o assunto a partir da vasta experiência prática da professora Tânia.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Parcerias para publicar um livro

Imagem: Stuart Miles / FreeDigitalPhotos.net

Somos seres gregários. A espécie humana sempre progrediu utilizando uma ferramenta poderosa: a parceria. Não é diferente quando queremos publicar um livro: o autor tem a obra em seu computador, a gráfica tem as máquinas offset, a editora tem os profissionais capistas, diagramadores, revisores e administradores para que o livro seja publicado com qualidade, por preço viável.

Alguns autores de primeira viagem não percebem a importância de publicar seu trabalho em parceria com uma editora, pois o que a editora produz é mais intangível.

- Meu sobrinho está fazendo um curso e ele disse que faz a capa pra mim - diz o autor.

- A professora da minha filha se ofereceu para fazer a revisão. Ela faz um preço bem em conta - diz outro autor.

- Achei uma gráfica que imprimirá meu livro direto do Word, sem passar por essas frescuras de programas de editoração - diz um terceiro.

 Com todo respeito ao sobrinho do autor, aquele adolescente de 16 anos não conseguirá, em geral, criar uma capa profissional.

Aquela professora, mesmo com boa vontade, deixará escapar muitos erros, pois ela não está treinada para fazer revisão ortográfica e gramatical de livros.

Os programas de edição de texto como o Word não são apropriados para livros. Só para citar um exemplo do que pode acontecer, o mesmo arquivo do Word, quando aberto em dois computadores diferentes, apresentará aspecto diferente. Até o número de páginas pode não ser o mesmo!!

Ou seja, quando não se leva em conta a necessidade do conhecimento especializado de uma editora, o resultado pode frustrar o autor. Não é fácil colocar um livro para venda em livrarias. Mas sem um trabalho de qualidade profissional, fica ainda mais difícil.

Como vimos no artigo anterior a este, há uma série de tarefas e procedimentos para que um livro seja publicado com chances de chegar às mãos de um possível leitor. Desde a capa, passando pelo código de barras, diagramação profissional, etc.

Mesmo se um autor deseja publicar um trabalho de forma independente, a editora tem um importante papel de dar suporte profissional à obra do autor que é, para ele, tão querido como um filho.

No próximo artigo, vamos abordar o outro lado: as decepções que um autor sofre quando, cheio de esperança, procura uma editora para publicar sua obra.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Para o eBook, o céu é o limite


O formato eBook é libertador. Ele permite que o conteúdo inclua texto, imagem, sons, vídeos. Imaginemos as possibilidades: o eBook pode ser a arte de todas as artes, unindo, numa mesma obra, o cinema, a pintura/gravura, o livro.

Vamos agora para o campo dos negócios: o eBook é a oportunidade de ouro para as pequenas editoras. Sendo um arquivo digital, o eBook não tem o custo pesado do trabalho gráfico, nem de armazenamento. Também não tem custo de despacho via correios. A entrega é imediata, via internet.

Sendo a entrega imediata, as compras por impulso tendem a aumentar, ainda mais sabendo-se que o preço de uma obra digital é uma fração do preço da mesma obra em papel.

É claro que isso tem um outro lado, não tão agradável: cadeias produtivas estão sendo rompidas. As gráficas, que sempre prestaram um excelente serviço às editoras, grandes ou pequenas, terão seu lucro bastante reduzido. Softwares que foram muito utilizados pelas editoras, como o InDesign, podem estar com seus dias contados, já que a criação do eBook, no formato epub, precisa de outras especificações de softwares.

Mas, retornando ao lado positivo dessa transformação, vamos agora voar mais alto: o eBook ficional permitirá que a mesma estória seja contada por vários personagens, cada um dando sua versão narrativa própria, deixando para o leitor tirar suas próprias conclusões. Isso rompe com a visão que nós temos do livro formal e do narrador onisciente, que é o próprio autor.

É verdade que há livros narrados por um personagem. Mas a mesma estória em várias versões, do ponto de vista de vários personagens, são muito raras no livro em papel, pois não são práticas. No eBook, ao contrário, com um simples clique o leitor decide qual versão da estória ele lerá. Podendo, depois, ler as outras versões. Não é fantástico? Detalhe: isso praticamente não altera os custos, já que não há papel e tinta envolvidos no processo.

Que as pequenas editoras pensem nisso. Agora é o momento da democratização do livro.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O rápido declínio do livro em papel


Para os que assistiram na tv, na década de 60, a série clássica Jornada nas Estrelas, os dias atuais são um verdadeiro filme de ficção científica transformado em realidade.

Basta lembrar dos famosos "comunicadores", largamente superados pelos nossos celulares e smartphones. Havia também as portas automáticas que, na época, nos parecia uma coisa impossível. Hoje, qualquer Shopping Center tem.

Um dos episódios se chamou "Corte Marcial". O capitão Kirk é acusado de matar um subordinado, o oficial de registros, tenente-comandante Ben Finney. Kirk vai a uma corte marcial e precisa provar sua inocência. Seu advogado, Samuel T. Cogley, é considerado um excêntrico, pois usa livros em papel.

Na cena em que o capitão se encontra com esse advogado, ele vê aqueles objetos sobre a mesa e pergunta algo como "o que são essas coisas?".

Na época, a cena pareceu bastante exótica. Mas o tempo dos livros em papel começa a acabar.

Agora os volumes em papel já têm um concorrente, o eBook. Na Amazon, por exemplo, o montante em dinheiro com vendas de eBooks já superou o de livros em papel. E lembremo-nos que os eBooks têm um preço unitário que é uma fração do preço do livro em papel. Ou seja, para que o eBook tenha ultrapassado o livro, a quantidade de eBooks vendidos teve que ser realmente muito, muito maior que o total de unidades vendidas de livros em papel.

Em agosto, durante um evento de tecnologia nos EUA, o cientista estadunidense Nicholas Negroponte decretou que o livro físico desaparecerá, como produto, em 5 anos. Ele ficará restrito a aficcionados, continuará a ser consumido em bolsões culturais. Mas como indústria, não será mais significativo.

Bem, é difícil prever o tempo que levará para o livro em papel deixar de ser relevante para a indústria. Mas uma coisa é certa: esse tempo chegará. Pode vir lentamente, como os CDs de música que, gradualmente foram tomando o lugar dos antigos LPs nas prateleiras das lojas de discos. Mas pode vir aceleradamente, como as câmeras fotográficas digitais substituíram as "antigas" câmeras com rolo de filme.

Essas recentes mudanças tecnológicas têm sido muito traumáticas para as cadeias produtivas associadas a elas.

O CD de música, que chegou tão mansamente, pedindo licença com toda a educação, foi destruído com fúria pela pirataria das músicas na internet. Gravadoras fecharam, estúdios faliram, músicos iniciantes tiveram suas carreiras cortadas.

Com o advento da foto digital, o pequeno comércio representado pelos laboratórios fotográficos foi violentamente abalado. Muitos faliram. Os fabricantes de filmes em rolo foram pegos de surpresa. Acabaram fechando o setor ou reduzindo drasticamente, mantendo apenas produção suficiente para atender à pequena demanda dos consumidores que ainda teimam em fotografar à moda antiga.

Aparentemente, com os livros, a subsituição do papel pelo formato digital será suave, pois muitos consumidores ainda gostam de sentir "o cheiro do livro". Meno male. Isso dará tempo às editoras para se adaptarem sem traumas ou abalos financeiros.

No entanto, aqueles editores que deixarem para amanhã ou depois de amanhã a entrada nesse novo mundo, acabarão por pegar um mercado já ocupado, terão que lutar mais duramente por um lugar ao sol.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Muito além do iPad

Crédito da imagem: twobee / FreeDigitalPhotos.net
Quando falamos em tablets, logo vem à mente de alguns: "iPad". É a força de uma marca, de um ícone, a Apple.

Mas nem só de iPads vive o mundo dos tablets. Há uma infinidade de marcas, umas mais famosas (Sony, por exemplo), outras menos.

Então, quando uma pequena editora ou um autor forem decidir sobre o lançamento ou não de uma obra em formato eBook, é preciso romper o paradigma de que Tablet = iPad.

Com todo respeito pela Apple e pelo seu ideólogo (agora em retiro) Steve Jobs, mas o iPad ganhou, nos últimos anos, concorrentes muito fortes.

Nos EUA, o iPad, segundo as estatísticas disponíveis, ainda domina 73% do mercado. Mas há um ano eram 83%. Uma queda expressiva...

O ponto fraco do iPad é, paradoxalmente, seu ponto mais forte: ele é um produto exclusivo, caro, chic. Se é exclusivo, então é excludente. A maioria da população não tem dinheiro para comprá-lo. E o exclui de sua lista de compras.

O sistema operacional da Apple também é exclusivo, ou seja, exclui os excelentes aplicativos disponíveis gratuitamente no mercado, e que rodam no sistema Android, que é administrado por um Comitê Internacional, como nós já mostramos aqui. Ou seja, quem tiver um iPad descobrirá que está impedido de baixar esses aplicativos que seus colegas têm. No fim, o tablet chic torna seu proprietário uma espécie de pária do mundo digital. Ele está isolado e cercado por arames farpados virtuais.

No Brasil, as estatísticas dizem que o iPad corresponde a 57% dos tablets vendidos em 2011. Ou seja, 43% já são de outros fabricantes.

Este site-blog se permite duvidar dessas estatísticas. Até porque elas não incluem, por exemplo, os tablets gratuitos que muitas instituições de ensino superior dão de presente aos alunos no ato da matrícula.

E duvido que as estatísticas incluam os milhares e milhares de tablets vendidos nas pequenas lojas de comércio eletrônico espalhadas pelo Brasil.

Então, que ninguém se engane: o tablet é, sim, um produto popular, embora o iPad não seja. E agora, com 25 empresas se dispondo a fabricar tablets em nosso país, o preço desses computadores de mão se reduzirá ainda mais. Então, como muitos estão prevendo, o próximo Natal será "o Natal dos tablets".

Estamos vendo surgir, diante de nossos olhos, centenas de milhares de leitores potenciais de eBooks. Bastará que as pequenas editoras saibam cativar esse público.

Software da semana - Blend & Paint


Nesta semana abordaremos não propriamente um software, mas sim o uso de um software, o Blender, para criar ilustrações. Trata-se do DVD Blend & Paint, vendido na loja oficial do Blender.

Blender é um software opensource (código aberto) e, portanto gratuito, para modelagem e ambientação 3D (1). Ou seja, com ele é possível criar paisagens, personagens e fazer um filme ou tirar uma "foto" desses ambientes imaginários. Para o eBook, isso vale ouro, pois agora não há mais o limite orçamentário para que um livro tenha ilustrações coloridas (o eBook é um outro mundo, completamente diferente do mundo dos livros feitos com a fibra vegetal chamada papel).

Futuramente falaremos mais do Blender nesta seção do site-blog. Por hora, vamos colocar em foco o DVD que ensina, de maneira simples e informal, a produzir maravilhosas ilustrações usando o Blender.

O DVD Blend&Paint está em inglês (o idioma da internet) mas, felizmente, as instruções não estão em áudio, mas sim por escrito. Não deixa de ser um eBook, aliás, muito agradável. Imagine-se como as futuras gerações terão mais facilidade no aprendizado e irão muito mais longe nos seus conhecimentos tendo à mão esse tipo de recurso.

O autor do trabalho, David Revoy, foi diretor de arte do filme Sintel, um curta-metragem feito com o Blender (só com o Blender). Ele explica, no entanto, que as técnicas que ele ensina neste DVD não exigem que a pessoa seja um desenhista. Afinal de contas, o software fará o trabalho de definir os traços. Caberá ao ilustrador basear-se nesse "rascunho" para completar as imagens.

O DVD acaba nos ensinando, também, a trabalhar com o próprio software Blender, uma das mais poderosas ferramentas 3D disponíveis no mercado.

Aqui está um vídeo de apresentação do DVD. Esse vídeo é como que uma prévia do próprio DVD. Ao assisti-lo, você notará que o inglês utilizado é limpo e conciso, facilitando a vida de quem não tem tanta familiaridade com esse idioma.

As imagens são muito bonitas e, mais do que isso, são aconchegantes e carinhosas. Pode-se vislumbrar como um eBook (ou livro em papel) pode ficar mais atraente ao consumidor caso tenha imagens de qualidade como as mostradas...



Blend&Paint pode ser adquirido neste endereço.

 (1) - Não confundir ambientação 3D com o efeito 3D do cinema, que exige o uso dos óculos especiais. Estamos falando de paisagens criadas no computador.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O eBook, eliminando os intermediários


As pequenas editoras precisam, rapidamente, se organizar para entrar no mercado de eBooks. Uma das coisas que elas terão a ganhar é o contato direto entre a editora e o leitor, sem intermediários. Essa é, inclusive, uma das características da internet, ou seja, uma conexão direta entre a empresa e o consumidor.

No caso da edição de livros em papel, há dois intermediários importantes, que podemos chamar de parceiros das editoras: a gráfica e a distribuidora. A gráfica arca com o maior custo do livro, que é o custo físico, ou seja, tinta e papel. É até injusto classificá-la como "intermediário". Quem já teve uma gráfica, mesmo que pequena, sabe o alto preço das máquinas. No caso de grandes empresas, esse custo chega a vários milhões. Tinta para impressão offset também é muito cara. O papel, apesar da isenção de ICM, também tem um custo expressivo. As pequenas editoras tem que ser muito agradecidas àquelas almas corajosas que se aventuraram a abrir uma indústria gráfica, quando poderiam ter aberto empreendimentos em outras áreas onde o lucro é mais fácil e rápido.

A gráfica continuará sendo uma parceira da editora ainda por muitos anos, pois o livro em papel ainda terá seu exército de aficcionados por longo tempo.

Outro intermediário fundamental para o livro em papel é o distribuidor. É ele que faz aquele trabalho de formiguinha que consiste em levar o livro aos mais distantes rincões do Brasil. Não é uma tarefa fácil, pois como somos, ainda, um país de poucos leitores, é comum que uma livraria lá do interior do Ceará peça à distribuidora dois exemplares de um título, e mais um daquele outro título. Ou seja, não há a vantagem da quantidade, que ajudaria a distribuidora a reduzir seus custos.

Quando o editor reclama da distribuidora, dizendo que o preço pago pelo livro é muito baixo, deveria pensar melhor e refletir nos custos de armazenamento, de envio, de telefonemas, da comissão de venda, e outros com os quais o distribuidor tem que lidar para se manter "no azul".

Mas, no caso do eBook, não há esse dois intermediários. O pequeno editor pode oferecer diretamente em seu site os títulos, estabelecendo uma comunicação direta com os leitores.

A pequena editora precisa aproveitar as vantagens de ser pequeno e fazer aquilo que as grandes editoras não conseguem: estabelecer um canal de comunicação personalizado com seus leitores. Com o advento do eBook, isso é não só possível. É também necessário para ocupar um lugar nesse mercado emergente.

A eliminação do custo de gráfica e do custo de distrubição permite que o preço do eBook se reduza drasticamente para, digamos, 30% do livro em papel, ou até menos. Mas isso só valerá a pena se ambos, autor e editora, ganharem na quantidade.

O que coloca a questão primordial dos negócios (e da humanidade): é preciso comunicação. É preciso que o leitor se sinta valorizado. É preciso que também os autores se sintam prestigiados e estimulados a escrever mais.

Sobre a questão da venda do eBook falaremos em outros artigos deste site-blog.



Livro em foco - Vidas Cruzadas



Há muitos jovens autores e autoras que certamente se beneficiarão da mídia eBook. Neste post abordaremos um livro da Editora Sucesso, o Vidas Cruzadas, de Juliana Brandini, uma autora cheia de entusiasmo e que transmite esse entusiasmo neste seu romance.

Vidas Cruzadas retrata duas pessoas intensas que se encontram por um estranho acaso das linhas do tempo e do destino. Uma cineasta, Natasha, e um roqueiro, Edgar, se apaixonam devagar, gradualmente, e passam a viver um amor sincero e forte.

O livro põe a nu as idiossincrasias da sociedade e a hipocrisia da mídia sensacionalista, que deseja escândalos e, se puder, os fabrica para destruir um casamento entre famosos e, assim, gerar notícias nas colunas de fofoca. Natasha e Edgar lutarão com todas as suas forças para manterem-se unidos e superar as dificuldades.

O livro mostra o rock como um estilo de vida, mais do que um ritmo musical.

Fortes emoções, rock a mil e muitas lições de vida neste trabalho bastante original.


domingo, 25 de setembro de 2011

Como produzir um eBook de qualidade

Um eBook bem escrito, bem diagramado e bem revisado, se destaca na multidão.


Como este site-blog tem reafirmado, o advento do eBook está promovendo uma profunda transformação no mercado de livros.

Esta transformação é parte de um movimento maior que resulta da popularização dos computadores portáteis, sejam eles notebooks, netbooks, mas igualmente tablets e smartphones, os quais são também computadores, sem dúvida. Para os que (ainda) têm dúvidas sobre a classificação dos tablets e smartphones, basta lembrar que neles se pode navegar na internet, enviar e receber e-mails e acessar o Skype, Google Talk e MSN. Além de, claro, ler livros, muitos livros.

Um novo mercado se abre. Como ocupá-lo? Como produzir um bom eBook? Como comercializá-lo na rede?

Neste momento, o eBook ainda é considerado um livro digital. O próprio nome em inglês, eBook, significa livro eletrônico.É natural que seja assim agora, pois o ser humano, para classificar as coisas, sempre se baseia no que ele já conhece. Quando, no passado, algum moveleiro teve a ideia de fazer uma pequena mesa para colocar ao lado da cama, este móvel foi batizado de "criado-mudo", para que as pessoas conseguissem entender sua função e aceitá-la. O automóvel, em seus primórdios, causava muito medo nas pessoas. Por isso foi chamado de "carruagem sem cavalos", para que fosse gradualmente aceito.

Mas a mesinha ao lado da cama não é um criado. E o automóvel não é uma carruagem.Assim como o eBook não é um livro, dadas as amplas posibilidades que ele se nos oferece. Algumas delas:

- A mesma história pode ser contada do ponto de vista de vários personagens, e o leitor tem a opção de escolher um deles;

- O eBook pode conter links externos, que ajudem a ilustrar ou explicar melhor uma parte do texto;

- Em breve o formato epub, que está se tornando o formato universal para livros, permitirá a inclusão de sons e vídeos.

Junte-se a esses exemplos que, no eBook, é possível colocar ilustrações coloridas sem que o preço final se altere muito, já que se trata de um arquivo de computador.

Esses elementos enriquecem enormemeente o formato eBook, dando asas à imaginação do autor. E não estamos falando apenas de contos e livros ficcionais. Imagine-se as possibilidades de um livro didático, no sentido de torná-lo mais agradável, mais estimulante. Um eBook é uma forma nova de comunicação que alia as ferramentas do livro, da internet (os famosos links) da arte visual (fotos e imagens) e, em breve, do cinema, tv, rádio.

Se a internet é “a mídia de todas as mídias”, o eBook está, aos poucos, se tornando a essência dessa definição.

Com o crescimento do mercado do eBook, e consequente aumento da competição, os autores e editoras serão instados a usar TODOS os recursos que o formato eBook oferece, senão ficarão para trás na luta para conquistar o leitor.

Essa vocação do eBook para sintetizar todo o poder da comunicação digital encerra um grande poder. Uma ideia veiculada num meio de comunicação tão forte como um eBook, certamente se disseminará com rapidez e com pujança.

Mas para que o eBook tenha, de fato, essa potência, é preciso que ele apresente boa qualidade idiomática (revisão ortográfica e gramatical rigorosa) e qualidade na diagramação (que é diferente da diagramação de livro em papel), só para começar.

A premissa básca é que o livro agrade ao leitor. Nada substitui um bom conteúdo. Ao mesmo tempo, um livro bem escrito, mas que tenha uma apresentação sofrível, perde força,

Fato importante: no eBook o leitor navega, como se estivesse num site da internet.
O eBook tem que ser um arquivo navegável, isto é, o deslocamento pelas páginas e capítulos tem que ser facil, em poucos cliques. A leitura do eBook tem que ser agradável e lúdica.A boa navegabilidade depende, em grande parte, do formato do arquivo que contém o eBook.

Sobre formatos de arquivo para eBook

- O pdf é árido e cansativo, embora permita a inclusão de links, recurso que facilita, em parte, a navegação.Diversos manuais de softwares usam o formato pdf. Mas não recomendamos esse formato para eBooks.

- O formato flash (swf) é muito vistoso, com páginas virtuais que se dobram ao serem viradas, índice com links. Pode ser uma ótima alternativa. Mas tem sérios inconvenientes. Veja um exemplo de revista em flash aqui. Sobre o eBook em flash falaremos mais detalhadamente em outro post.

- O formato epub é o ideal. Permite boa navegação, boa diagramaçã. Além disso, é um formato aberto, isto é, não pertence a nenhuma empresa em particular. O formato epub é mantido e desenvolvido pela International Digital Publishing Forum (IDPF), um fórum internacional que inclui dezenas de membros, entre organizações sem fins lucrativos, editoras,  empresas de software e de hardware. Veja aqui a lista de membros participantes.

Continuaremos essa conversa sobre qualidade do eBook em outros posts, abordando mais especificamente diagramação e estética. E também, claro, falaremos sobre o comércio de eBooks, que é radicalmente diferente do comércio de livros em papel.