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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A ponte entre o autor e a Editora


A vida de um autor de livros mudou muito. Hoje temos computadores, internet, pendrives. Mas pense em como era há 40 anos, – talvez isso seja antes de você nascer! – sem internet, sem computador, sem nenhuma ferramenta para escrever seu livro exceto o papel e a caneta, ou a máquina de escrever. E essa era a parte fácil. A parte difícil era publicar seu livro, principalmente se você era um(a) autor(a) iniciante.

Havia uma grande editora, a maior na época, que se vangloriava de ter os endereços e telefones de TODAS as livrarias do Brasil num catálogo. Esse catálogo era guardado a sete chaves no cofre da empresa. O recado era: nós temos o acesso às livrarias. Se quiser que seu livro chegue ao leitor, terá que falar conosco.

Só que essa editora (assim como todas as grandes) não publicavam livros de autores iniciantes. A maioria dos livros não passava de um calhamaço com as páginas originais, guardadas para sempre nas gavetas do tempo.

Hoje aquela grande editora já foi comprada por outra. E o tal catálogo com os endereços das livrarias virou nada. Basta que se pesquise no Google e ter-se-á todos os endereços que se queira.

O autor pode optar por publicar por uma das milhares de editoras que nasceram com a internet. Ou pode até mesmo publicar por conta própria, com ou sem a assessoria editorial de uma empresa.

A Editora Sucesso tem justamente a proposta de valorizar o autor iniciante, dando-lhe todas as condições de publicar seus livros e competir pelo mercado.

Embora os livros no Brasil ainda sejam quase todos em papel, eles se beneficiam da ferramenta que é a informática (para que o autor possa escrever com muito mais facilidade) e da ferramente que é a internet.

Não haverá mais monopólio da publicação de livros, graças à mídia de todas as mídias, a internet. A web funciona como uma ponte, tanto entre o autor e a Editora, como também entre o autor e seus potenciais leitores.


domingo, 8 de julho de 2012

Lançar um livro - a evolução


A humanidade evoluiu muito em tecnologia no século 20, embora não tenha evoluído tanto assim em termos de civilidade e humanidade.

Para tomarmos consciência dessa evolução, vamos imaginar um autor de livro há 100 anos atrás. Ele tinha que escrever sua obra com papel e caneta. As canetas ainda eram caras, embora a ponta não fosse mais de rubi, como no século 19. Mas o pior é que a escrita em papel não segue a velocidade do pensamento.

Além disso, era preciso cuidar muito bem daquele calhamaço, pois ele era, como diz o ditado popular, "filho único de mãe viúva". Se fosse perdido, todo trabalho de meses - ou até anos - estaria perdido.

Mas o mais difícil não era escrever, era publicar. Era caríssimo publicar um livro, e as poucas editoras evitavam se arriscar com autores iniciantes. As tiragens eram limitadas e ler livros era um luxo para poucos.

Depois veio a caneta esferográfica e a máquina de escrever. Essas duas invenções tiveram um impacto enorme nos costumes. Muito mais pessoas passaram a escrever cartas, postais e livros.

Foi uma revolução. Mas a grande, gigantesca revolução veio com os computadores pessoais, os PCs. Agora era possível guardar cópias em disquete dos originais. Agora era possível escolher a fonte (tipo de letra) com a qual escrever o livro.

As ondas tecnológicas vieram mais rápidas depois do computador. Houve uma nova revolução, a internet. Surgiram os notebooks, netbooks, tablets, e-readers... ufa! Estamos bem supridos de tecnologia para escrever e publicar um livro.

Como a editora pode ajudar o autor

Publicar um livro envolve as seguintes etapas:

  1. revisão ortográfica e gramatical
  2. diagramação
  3. tratamento de imagens, se houver
  4. criação da capa
  5. registro na Biblioteca Nacional (em nome da Editora ou do autor)
  6. obtenção do código ISBN

A partir daí, caso se trate de livro em papel, é preciso escolher uma gráfica para imprimir ou, se for um livro digital (e-book) é preciso escolher a livraria ou portal que irá comercializá-lo. Sempre é bom lembrar que uma coisa não exclui a outra. É normal que os livros, atualmente, sejam publicados em papel e em formato digital.

Mesmo que o autor decida publicar seu livro de modo independente (sem o selo de uma editora), vale a pena utilizar os serviços que as editoras disponibilizam, justamente para executar as seis etapas descritas acima.

A vantagem de contratar uma editora está no fato de o autor contar com um serviço especializado, dando ao seu livro - mesmo um livro independente - um aspecto profissional que causa boa impressão no leitor.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Publicar um eBook (ou livro em papel) - Parte 2

Vender é uma questão de comunicação

Imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net
Vivemos num mundo que tem duas características básicas: é um mundo capitalista e é um mundo com bilhões de seres humanos.

O autor de livros é, em geral, um ser solitário. Vem-me à mente a imagem de uma pessoa (homem ou mulher) escrevendo na madrugada, com uma xícara de chá ao lado do computador, e, sentado no móvel ao lado, um gato com os olhos meio abertos, meio fechados.

Os autores sabem como escrever livros, mas quase nunca sabem como vendê-los. A exceção, como já foi dito aqui, fica por conta dos professores que escrevem livros para apoiar suas aulas. Ou do consultor de empresas que escreve uma obra para entregar aos executivos a quem presta serviço. Ou outros casos semelhantes.

Vender exige comunicação, divulgação, parceria. Seja a venda de um livro em papel ou de um eBook. Em se tratando de um livro em papel, os pré-requisito são:

- que o livro esteja escrito em bom português;
- uma capa bem feita e atraente;
- que seja um livro registrado na Biblioteca Nacional, com o número de ISBN e código de barras;
- que o preço seja acessível, mesmo reconhecendo-se que os custos do livro em papel são altos.

Mas esses são apenas os pré-requisitos. Eles não garantem nada. Tendo-os, é preciso batalhar. Se o livro está sendo vendido por uma editora, ela provavelmente já terá uma distribuidora, um site de vendas e, além disso, estará atenta aos editais do Ministério da Educação, que é o maior comprador de livros do Brasil, inclusive livros não-didáticos, mas que tenham seu valor para a evolução dos estudantes.

Para um autor ou uma pequena editora divulgar um livro, é preciso entrar nas redes sociais: Facebook, Orkut, Twitter, Lindedin, e outras. É preciso ter um site, blogs. É preciso ir a todo lugar com dois exemplares no bolso ou na bolsa, pois nunca se sabe quando se irá cruzar com alguma personalidade ou jornalista que pode ajudar a divulgação do trabalho.

Há também a opção de venda pelas grandes redes nacionais ou internacionais (Amazon, por exemplo). Essa associação pode ser muito interessante, pois o autor ou a editora entram com a obra e a grande rede entra com a comunicação. Proximamente abordaremos esse tipo de parceria produtiva.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Publicar um eBook (ou livro em papel) - Parte 1


Site dessa imagem aqui

Daremos aqui, algumas orientações para publicar um livro digital, seja para autores, seja para editoras.

Na verdade, o eBook não é um livro em formato digital. Ele é outra coisa, muito maior. Uma nova forma de literatura, de arte, de expressão. Mas, vá lá, nestes primeiros tempos, os autores e editoras ainda tentam fazer com que ele se pareça com um livro, como mostra a imagem deste artigo.

O primeiro passo, obviamente, é escrever o livro, levando em conta o público-alvo, o tipo de linguagem que será utilizada e o potencial de vendas... Bem, cancelemos esses itens. O autor, em geral, não leva em conta nada disso. Ele simplesmente sente necessidade de se expressar, e escreve o livro. Cabe à editora, então, avaliar a qualidade do livro e sua viabilidade econômica.

O segundo passo do autor é tomar a decisão: publicar de maneira independente, "por conta própria", ou procurar uma editora. Detalhe: o autor pode utilizar os serviços de uma editora e, mesmo assim, publicar de maneira independente. É uma ótima alternativa. Vamos detalhar as três opções:

Na primeira, o autor não procura uma editora. Ele mesmo formata o livro e, caso seja um livro em papel, manda imprimir numa gráfica. Nestes casos, não costuma haver revisão ortográfica e gramatical, nem contratação de um capista profissional, nem diagramador. O livro também não recebe o código de barras, pois o autor não sabe que pode registrá-lo como pessoa física. Ao não ter o código, fica praticamente impossível vendê-lo em grandes lojas ou livrarias.

Quando o autor, mesmo com a intenção de publicar de modo independente sua obra, procura o auxílio técnico de uma editora, muitas coisas tendem a melhorar:

- o livro recebe o código de barras, pois a editora orienta o autor a registrá-lo, para que a obra tenha um número no ISBN (catálogo internacional de livros);

- a capa fica melhor, pois que desenhada por um profissional da área;

- a diagramação fica mais profissional, proporcionando uma experiência de leitura agradável.

- a qualidade de impressão fica melhor, pois a editora tem relacionamento com gráficas que trabalham com essa qualidade;

- a chance de o autor vender melhor seu livro aumenta, com as orientações da editora.

Claro que estamos supondo uma editora responsável e séria. Nem todas são. Há maus profissionais em todas as áreas, de motoristas de táxi a cirurgiões-dentistas. A área de editoras não é exceção.

A terceira opção, em que o autor decide publicar sua obra pela editora, tem todas as vantagens elencadas acima e mais algumas:

- a editora poderá vender seu livro em sites; poderá entregá-lo a uma distribuidora. Tudo isso amplia o volume de vendas;

- a editora poderá inscrever o livro em licitações públicas ou privadas. Isso abre a possibilidade de um volume de vendas muito grande;

- a editora poderá inscrever o livro em concursos literários e dividir o prêmio com o autor.

- o livro terá mais credibilidade, ao ostentar o logotipo de uma editora em sua capa e contracapa.
No próximo artigo, vamos falar de um assunto que interessa às editoras e aos autores: como vender um livro? Como fazer a tão necessária ponte de comunicação entre o livro e os leitores em potencial?



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Parcerias para publicar um livro

Imagem: Stuart Miles / FreeDigitalPhotos.net

Somos seres gregários. A espécie humana sempre progrediu utilizando uma ferramenta poderosa: a parceria. Não é diferente quando queremos publicar um livro: o autor tem a obra em seu computador, a gráfica tem as máquinas offset, a editora tem os profissionais capistas, diagramadores, revisores e administradores para que o livro seja publicado com qualidade, por preço viável.

Alguns autores de primeira viagem não percebem a importância de publicar seu trabalho em parceria com uma editora, pois o que a editora produz é mais intangível.

- Meu sobrinho está fazendo um curso e ele disse que faz a capa pra mim - diz o autor.

- A professora da minha filha se ofereceu para fazer a revisão. Ela faz um preço bem em conta - diz outro autor.

- Achei uma gráfica que imprimirá meu livro direto do Word, sem passar por essas frescuras de programas de editoração - diz um terceiro.

 Com todo respeito ao sobrinho do autor, aquele adolescente de 16 anos não conseguirá, em geral, criar uma capa profissional.

Aquela professora, mesmo com boa vontade, deixará escapar muitos erros, pois ela não está treinada para fazer revisão ortográfica e gramatical de livros.

Os programas de edição de texto como o Word não são apropriados para livros. Só para citar um exemplo do que pode acontecer, o mesmo arquivo do Word, quando aberto em dois computadores diferentes, apresentará aspecto diferente. Até o número de páginas pode não ser o mesmo!!

Ou seja, quando não se leva em conta a necessidade do conhecimento especializado de uma editora, o resultado pode frustrar o autor. Não é fácil colocar um livro para venda em livrarias. Mas sem um trabalho de qualidade profissional, fica ainda mais difícil.

Como vimos no artigo anterior a este, há uma série de tarefas e procedimentos para que um livro seja publicado com chances de chegar às mãos de um possível leitor. Desde a capa, passando pelo código de barras, diagramação profissional, etc.

Mesmo se um autor deseja publicar um trabalho de forma independente, a editora tem um importante papel de dar suporte profissional à obra do autor que é, para ele, tão querido como um filho.

No próximo artigo, vamos abordar o outro lado: as decepções que um autor sofre quando, cheio de esperança, procura uma editora para publicar sua obra.


domingo, 25 de setembro de 2011

Como produzir um eBook de qualidade

Um eBook bem escrito, bem diagramado e bem revisado, se destaca na multidão.


Como este site-blog tem reafirmado, o advento do eBook está promovendo uma profunda transformação no mercado de livros.

Esta transformação é parte de um movimento maior que resulta da popularização dos computadores portáteis, sejam eles notebooks, netbooks, mas igualmente tablets e smartphones, os quais são também computadores, sem dúvida. Para os que (ainda) têm dúvidas sobre a classificação dos tablets e smartphones, basta lembrar que neles se pode navegar na internet, enviar e receber e-mails e acessar o Skype, Google Talk e MSN. Além de, claro, ler livros, muitos livros.

Um novo mercado se abre. Como ocupá-lo? Como produzir um bom eBook? Como comercializá-lo na rede?

Neste momento, o eBook ainda é considerado um livro digital. O próprio nome em inglês, eBook, significa livro eletrônico.É natural que seja assim agora, pois o ser humano, para classificar as coisas, sempre se baseia no que ele já conhece. Quando, no passado, algum moveleiro teve a ideia de fazer uma pequena mesa para colocar ao lado da cama, este móvel foi batizado de "criado-mudo", para que as pessoas conseguissem entender sua função e aceitá-la. O automóvel, em seus primórdios, causava muito medo nas pessoas. Por isso foi chamado de "carruagem sem cavalos", para que fosse gradualmente aceito.

Mas a mesinha ao lado da cama não é um criado. E o automóvel não é uma carruagem.Assim como o eBook não é um livro, dadas as amplas posibilidades que ele se nos oferece. Algumas delas:

- A mesma história pode ser contada do ponto de vista de vários personagens, e o leitor tem a opção de escolher um deles;

- O eBook pode conter links externos, que ajudem a ilustrar ou explicar melhor uma parte do texto;

- Em breve o formato epub, que está se tornando o formato universal para livros, permitirá a inclusão de sons e vídeos.

Junte-se a esses exemplos que, no eBook, é possível colocar ilustrações coloridas sem que o preço final se altere muito, já que se trata de um arquivo de computador.

Esses elementos enriquecem enormemeente o formato eBook, dando asas à imaginação do autor. E não estamos falando apenas de contos e livros ficcionais. Imagine-se as possibilidades de um livro didático, no sentido de torná-lo mais agradável, mais estimulante. Um eBook é uma forma nova de comunicação que alia as ferramentas do livro, da internet (os famosos links) da arte visual (fotos e imagens) e, em breve, do cinema, tv, rádio.

Se a internet é “a mídia de todas as mídias”, o eBook está, aos poucos, se tornando a essência dessa definição.

Com o crescimento do mercado do eBook, e consequente aumento da competição, os autores e editoras serão instados a usar TODOS os recursos que o formato eBook oferece, senão ficarão para trás na luta para conquistar o leitor.

Essa vocação do eBook para sintetizar todo o poder da comunicação digital encerra um grande poder. Uma ideia veiculada num meio de comunicação tão forte como um eBook, certamente se disseminará com rapidez e com pujança.

Mas para que o eBook tenha, de fato, essa potência, é preciso que ele apresente boa qualidade idiomática (revisão ortográfica e gramatical rigorosa) e qualidade na diagramação (que é diferente da diagramação de livro em papel), só para começar.

A premissa básca é que o livro agrade ao leitor. Nada substitui um bom conteúdo. Ao mesmo tempo, um livro bem escrito, mas que tenha uma apresentação sofrível, perde força,

Fato importante: no eBook o leitor navega, como se estivesse num site da internet.
O eBook tem que ser um arquivo navegável, isto é, o deslocamento pelas páginas e capítulos tem que ser facil, em poucos cliques. A leitura do eBook tem que ser agradável e lúdica.A boa navegabilidade depende, em grande parte, do formato do arquivo que contém o eBook.

Sobre formatos de arquivo para eBook

- O pdf é árido e cansativo, embora permita a inclusão de links, recurso que facilita, em parte, a navegação.Diversos manuais de softwares usam o formato pdf. Mas não recomendamos esse formato para eBooks.

- O formato flash (swf) é muito vistoso, com páginas virtuais que se dobram ao serem viradas, índice com links. Pode ser uma ótima alternativa. Mas tem sérios inconvenientes. Veja um exemplo de revista em flash aqui. Sobre o eBook em flash falaremos mais detalhadamente em outro post.

- O formato epub é o ideal. Permite boa navegação, boa diagramaçã. Além disso, é um formato aberto, isto é, não pertence a nenhuma empresa em particular. O formato epub é mantido e desenvolvido pela International Digital Publishing Forum (IDPF), um fórum internacional que inclui dezenas de membros, entre organizações sem fins lucrativos, editoras,  empresas de software e de hardware. Veja aqui a lista de membros participantes.

Continuaremos essa conversa sobre qualidade do eBook em outros posts, abordando mais especificamente diagramação e estética. E também, claro, falaremos sobre o comércio de eBooks, que é radicalmente diferente do comércio de livros em papel.