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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Software da semana - Firefox

Mozzila Firefox - rompendo paradigmas


Ícone do navegador Firefox
Firefox mordendo o Internet Explorer,
uma imagem bem-humorada que circula na net

Havia uma dificuldade inicial para quem se propõe a conhecer o sistema operacional Linux: eram os paradigmas estabelecidos pelo sistema operacional dominante. Um exemplo: para quem não tem experiência com computadores, aquela letra e azul era sinônimo de internet, e não o ícone de um navegador específico, de uma empresa específica. No Linux, não há Internet Explorer. Nesse sistema operacional, usa-se outros navegadores, bem melhores, como o Firefox.

Hoje, mesmo para quem usa o Windows, os horizontes se abriram. As pessoas já sabem que têm mais opções, pois estão mais informadas. Na Europa, no início deste ano, a empresa StatCounter emitiu relatório informando que o Firefox é o navegador mais usado no Velho Continente, superando o Internet Explorer.

Na estatística mundial, o IE ainda está na frente, com 46,9% de participação, seguido por Firefox com 30,7%, Chrome (14,8%), Safari (4,79%) e Opera (2,07%). No Brasil, o IE lidera, com 46,86%, e é seguido pelo Firefox e pelo Google Chrome, com cerca de 26% cada um. Safari e Opera aparecem, respectivamente, apenas com 0,69% e 0,53% da preferência.

Por que experimentar outros navegadores se meu computador já veio com o IE?

Em geral, as pessoas que compram seu primeiro computador usam o IE simplesmente porque ele vem junto com o Windows. Aliás, isso ocorreu, originalmente, porque a Microsoft fez uma guerra desleal contra o saudoso navegador Netscape, da empresa Netscape Communications Corporation. Aliás, precisamos dar crédito a quem o merece: a Netscape desenvolveu o protocolo Secure Sockets Layer (SSL) para garantir a comunicação on-line, que ainda é amplamente utilizada, bem como JavaScript, a linguagem mais utilizada para certos tipos de scripts de páginas web.

Mas hoje, o monopólio de navegação está terminado. Se entrarmos no site de downloads Baixaki, e escolhermos a opção navegadores, teremos uma lista de várias páginas, que inclui o Firefox, Chrome, Opera, Safari, Orca, SeaMonkey, e muitos outros, dezenas deles.

Os navegadores disponíveis são todos gratuitos. Cada um tem sua particularidade. O Firefox foi dos primeiros (senão o primeiro) que utilizou o prático sistema de abas. Mas o principal atrativo é que, com ele, o internauta está no controle. O Firefox permite, facilmente, alterar TODAS as opções de navegação, registro de histórico, preferências, etc.

Então, se você ainda está preso ao IE, experimente um mundo novo lá fora, com o Firefox.
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PS.: esta matéria foi motivada por uma ajuda que prestei a uma amiga. Ela precisava acessar um site de órgão público que gravaria determinados arquivos em seu computador. O IE simplesmente se recusava a fazer o serviço. Com o Firefox, o problema foi resolvido em 2 minutos.



sábado, 29 de outubro de 2011

Tecnologia - previsões furadas

E o PC não acabou




A História segue seu curso, em geral de maneira indiferente às previsões humanas.

Economistas previram, há 20 dias atrás, que o dólar não baixaria mais, que permaneceria com cotação próxima dos R$ 2,00. Pois bem, ontem o dólar fechou em R$ 1,68. Artigos de revista previram a morte do PC de mesa, já em 1999. Temos, por exemplo, esta bobagem escrita na Revista Veja daquele ano, afirmando que o PC estava com os dias contados. Pois estamos em 2011. Treze anos depois, o PC ainda é uma fundamental ferramenta de trabalho. Recentemente, mais esta matéria que decreta a morte do PC.

A impressão que se tem é que esses artigos são matérias pagas encomendadas pelas empresas de tecnologia para estimular os consumidores a comprarem as "novidades". Pode não ser. Podemos estar sendo tremendamente injustos. Mas que parece, parece.

Então, não jogue seu PC fora. Ele ainda será usado por muito, muito tempo. Quando sua máquina estiver desatualizada, provavelmente você comprará um outro PC. Mesmo tendo seu tablet, netbook, notebook, smartphone, etc, o computador de mesa continua útil. Existem coisas que somente um PC com grande capacidade de memória e processamento podem realizar. Por isso, os tablets não vão aposentar o PC, assim como o eBook não vai extinguir o livro em papel. Essas tecnologias e formatos podem coexistir por muitas décadas.

Aliás, o futuro das residências será o das casas inteligentes, nas quais o PC desempenha um papel fundamental, integrando-se ao dia-a-dia do ambiente. O PC pode vir a ser o cérebro das residências e prédios.

Dissemos que as previsões humanas falham. No entanto, os escritores de ficção científica são uma exceção. Eles conseguem prever as novas tecnologias. Quem já não viu uma reprise do velho seriado Jornada nas Estrelas, com o capitão Kirk e seus subordinados usando telefones celulares e tablets?

Enquanto Gene Rodenberry, o criador da série Jornada nas Estrelas, previu de maneira espantosa o uso de computadores, os técnicos da empresa RAND tentaram prever como seria um computador pessoal no ano de 2004. A foto abaixo mostra que eles erraram feio. Imaginaram que o PC ocuparia uma sala inteira!!
site dessa imagem: http://www.weirdnano.com/the-future-of-old-computers/
A tecnologia, como a Natureza, tem dois modos de evolução. Boa parte do tempo é uma evolução suave e gradual. Mas, de tempos em tempos, tanto a tecnologia, como a Natureza, dão saltos. Esses saltos é que são muito difíceis de se prever. Exceto, como dissemos, para os autores de ficção científica. Eles não estão presos às amarras mentais que aprisionam os cientistas e técnicos. Por isso voam mais alto. E lá do alto conseguem ver o horizonte distante.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Os capitães que afundam com o navio


Há alguns anos, a forma de editar livros mudou. Surgiu o computador, e com ele, os programas de texto. Não era mais necessário se guiar as etapas que, até então, norteavam essa atividade.

Só para relembrar alguns e informar outros: há 50 anos, usava-se os linotipos, ou tipos móveis. Depois, veio uma revolução, aproximadamente na década de 70/80. Naquela época, o autor escrevia um original, a mão ou na máquina de escrever. Depois, isso era transformado numa fotocomposição. Na sequência, em fotolito e, finalmente, ia para a impressão. Estamos nos referindo ao miolo do livro. A capa passava por mais estágios.

Então veio o computador. Todas as gráficas e editoras continuaram seguindo com sua rotina, pois o sistema operacional da maioria das máquinas era o DOS, que não tinha recursos suficientes para abalar aquele paradigma: originais -> fotocomposição -> fotolito -> impressão.

Poucos anos depois chegou o Windows (1) que, agora sim, tinha muito mais recursos para escrever textos e formatá-los, escolhendo fontes, disposição do texto, itálico, negrito, etc. Muitas gráficas e editoras se fingiram de mortos. E muitos profissionais também. Quando alguém tentava conversar com um profissional de fotocomposição para falar sobre o Word, e verificar se ele poderia fazer a digitação do livro em computador, a resposta era mais ou menos a seguinte:

- Ah, não sei de nada disso, não. Computador, Word, nem sei do que se trata. Eu faço é fotocomposição.

O resultado foi avassalador: muitas gráficas, pequenas, médias e grandes, fecharam. Os profissionais de fotocomposição simplesmente desapareceram no limbo. Foram subsituídos por profissionais de edição gráfica, os quais digitavam o livro num programa de texto a partir dos originais em papel e, depois, formatavam o texto no padrão livro.

O que impressiona é que profissionais e empresas que dominavam o mercado simplesmente continuaram seguindo adiante com a tecnologia antiga como se nada tivesse acontecido. Isso nos lembra a imagem de filmes antigos sobre aventuras (e desventuras) marítimas. O navio está afundando. Botes salvavidas são lançados. Um marinheiro diz ao capitão, que está em seu posto:

- Senhor, os barcos salvavidas já estão na água. Temos que ir!!

E o capitão, impávido, com o olhar fixo no nada, lhe responde:

- Pode ir, filho. Eu ficarei. O capitão afunda com o navio.

Isso ocorrerá muitas vezes ainda. Os novos paradigmas chegam e algumas pessoas ficam mentalmente acorrentadas ao paradigma antigo.

(1) Na verdade, o primeiro computador que fazia o que o Windows faz era o Macintosh, da Apple. Mas, ao contrário do Windows, ele não tinha a intenção de ser uma máquina para todos, mas sim para poucos. O Windows foi o sistema  operacional que já nasceu visando grandes mercados.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Duas boas notícias

Aakash, o tablet indiano de U$ 35,00
Brasil pode ter fábrica de telas para tablets, diz ministro
O Brasil pode se tornar o primeiro país no Ocidente a produzir telas sensíveis ao toque para tablets, informou hoje (13/10) o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante. Após reunião no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que o presidente do Foxconn Technology Group, Terry Gou, reiterou em conversa com a presidenta Dilma Rousseff seus compromissos em trazer investimentos de grande porte para o Brasil.
A presidenta, por sua vez, exigiu que seja feita transferência irrestrita de tecnologia ao parceiro nacional.
“Apenas quatro países no mundo produzem telas para tablets e nenhum no Ocidente. É alta tecnologia que exige muito consumo de energia, logística e um aeroporto internacional próximo à fábrica. A escolha do local será técnica. Seis estados estão participando”, disse o ministro.
Segundo ele, duas fábricas serão instaladas pela Foxconn no Brasil. Contudo, a produção será feita com parceiros nacionais para que seja cumprida uma das exigências da presidenta Dilma: transferência irrestrita de tecnologia. O governo também vai desenvolver um programa de formação para atender a demanda de engenheiros.
A intenção do Brasil é ambiciosa: quebrar o paradigma atual, que é o de fabricar tablets no Oriente, pagando pouco, e vendê-los no Ocidente, cobrando muito. Aquele mesmo iPad que foi comprado no Brasil por R$ 1.000,00 foi fabricado na China por trabalhadores que ganham R$ 2,00 por hora.

A outra notícia:
A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira a lei originada da Medida Provisória 534, que inseriu no Programa de Inclusão Digital os tablets produzidos no País. A lei reduz a zero as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a venda desses equipamentos.
Com a redução dos dois tributos, a estimativa é de que o preço final dos tablets caia em 31%. O tablet é o sexto produto a receber a isenção fiscal do Programa de Inclusão Digital, que já favorecia os computadores de mesa, notebooks, teclados, mouses e modems.

De fato, essa medida é bastante justa, já que o tablet é, de fato, um computador. Merece, portanto, se beneficiar das leis que estimulam a fabricação de computadores no Brasil.

Alguém duvida de que esse será o Natal dos tablets?