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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Precisamos falar sobre a nuvem


Estamos na era da informática. Mas algumas pessoas ainda não usufruem totalmente das vantagens destes tempos. Sim, há desvantagens também. Por exemplo, o afastamento das pessoas. Ainda mais nesses tempos de pandemia... Mas as vantagens são muitas.

Vamos falar sobre uma dessas vantagens, que é a nuvem, aquele local mágico onde você pode guardar seus arquivos com grande segurança e possibilidade praticamente ZERO de perdê-lo.

O que é essa tal "nuvem"? É apenas uma série de grandes computadores (chamados servidores) que armazena uma quantidade imensa de informação. E aí você perguntará: "mas se é um computador, não pode haver risco de apagar a memória? Ou de perder o hd, enfim, os mesmos riscos que corro guardando os arquivos em meu próprio computador?" A resposta é não. Tomemos como exemplo o Google Drive (que, aliás, é 100% gratuito). O Google é a maior empresa do planeta terra. Eles certamente têm diversos computadores com cópias de tudo. Seu arquivo terá cópias de segurança em vários computadores, provavelmente em instalações separadas. Se o computador A for destruído num incêndio, junto com seu arquivo, o computador B, em outra cidade, tem cópia de tudo. Se o computador B for atingido por um meteoro, há o computador D, E, F, G. O Google pode. O Google tem dinheiro, muito dinheiro.

Há muitos serviços de nuvens. Vou citar o pCloud, o aDrive e o Dropbox. Este último, mais caro. E advirto que nada é 100% garantido. E se um desses serviços falir? Podemos perder tudo. Por isso, utilizo 3 serviços de armazenamento. Se um fechar, ainda tenho dois! Quanto ao citado Google Drive, tem muito mais segurança (acho difícil o Google falir nos próximos 100 anos), mas menos capacidade de armazenamento.

Dica para iniciantes: use o Google Drive. Se você não tem a menor ideia de como usá-lo, há vídeos no YouTube ensinando. A maneira mais simples de salvar seu arquivo é ter um gmail (o email do Google) e mandar um email pra você mesmo com esse arquivo anexado. Pronto, fica lá guardado no Google Drive.

Este escriba já foi fã ardoroso dos HDs externos, aqueles drives que conectamos ao computador. Mas a experiência mostrou que esses equipamentos são frágeis e podem simplesmente apagar tudo! Pendrives são de grande ajuda, mas também podem simplesmente apagar. Realmente, neste momento, a grande solução para proteger seus arquivos é armazená-los na nuvem.


domingo, 27 de novembro de 2011

Sistema DLNA - o caminho da parceria


Este site é mantido por entusiastas da parceria e dos empreendimentos colaborativos. O ser humano é gregário. É com a participação de todos que as coisas evoluem mais. Por exemplo, já abordamos aqui o Sistema Android, que está em 90% dos tablets no mundo e que é desenvolvido por um conselho mundial, o qual inclui empresas e fundações  O Android está se tornando o sistema operacional universal para tablets.

Neste artigo falaremos do sistema DLNA, que vai muito além dos tablets. Ele não é um sistema operacional, mas sim um sistema de compatibilidade universal. Ou seja, com o DLNA sua televisão vai poder se conectar facilmente com o pen-drive, seu tablet com o celular (para navegar na internet, por exemplo), seu GPS com o computador. Não importa a marca dos produtos, sua procedência, sua tecnologia interna. Se os dois têm o sistema DLNA, eles podem conversar. É mais ou menos como um egípcio conversando com um argentino, em inglês. Se os dois falam inglês, este é, para eles, o canal idiomático de comunicação. Assim é o DLNA.

DLNA é a sigla para Digital Living Network Alliance. Boa palavra essa, aliança. Esse consórcio, do qual fazem parte grandes empresas de tecnologia de vários países.

Então, imagine como nossa vida será facilitada quando todos os nossos aparelhos eletrônicos tiverem esse canal de comunicação. Imaginemos a cena:

Você tem uma antiga foto em papel, e quer mandar para um parente. Ao invés de tirar uma foto da foto - o que faria a imagem perder qualidade - você simplesmente conecta seu smartphone com o scanner (conexão sem fio). Escaneia a foto com boa definição e ela já é salva no telefone, facilitando o envio para quem você quiser. Não é preciso nem ligar o computador.
Outra hipótese:
Você quer imprimir um documento digitado no seu tablet, talvez para assiná-lo e registrá-lo em cartório - por enquanto isso ainda é necessário - e, assim, ter um comprovante de segurança. Mande diretamente do tablet para a impressora. Simples assim, com o sistema DLNA
Isso, de certa forma, obriga as empresas de tecnologia a adotarem o DLNA em seus equipamentos. Afinal de contas, quem quer ficar excluído de um sistema como esse? As empresas sabem que o consumidor, num futuro próximo, estará cada vez mais atento a isso: muitos dirão: "se não tiver DLNA, não vale a pena comprar". Então, pensam as empresas, melhor adotar agora do que ter que correr depois.

Essas considerações nos levam a voltar os olhos para uma das poucos empresas que querem ficar isoladas: a Apple. A pressão sobre a maçã mordida será enorme. Ficarão os produtos Apple segregados num apertado nicho, fora do DLNA, enquanto lá dentro, no salão amplo, estará acontecendo a maior festa?
 

O site oficial do sistema DLNA é este.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Inclusão digital avança

Brasil já é o terceiro no mundo
em número de internautas
Créditos da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net
Levantamento do Instituto Ibope Nielsen Online mostrou que o Brasil superou a Alemanha em número de pessoas com acesso à internet. Chegamos a 46,3 milhões de internautas.

No ano passado, já havíamos superado a França e o Reino Unido. Dos BRICS (conjunto de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China e África do Sul) nós estamos na frente em crescimento do número de computadores. Os índices brasileiros se superam a cada ano.

Estamos atrás apenas dos EUA, campeoníssimos, com 203 milhões de usuários da web, e do Japão, que ocupa o segundo lugar com 62 milhões de internautas. China e Índia, embora tenham populações que superam 1 bilhão de pessoas, são países de famílias predominantemente pobres. Por isso, ficam para trás nessa corrida pela inclusão digital. Rússia e África do Sul, além de também sofrerem com o alto índice de pobreza, têm populações bem menores que os dois gigantes asiáticos.

O número de residências brasileiras com acesso à web subiu de 48 milhões, em 2010, para 58 milhões no terceiro trimestre de 2011, um crescimento assombroso, que corre junto com o crescimento do número de computadores. Esse foi o maior crescimento anual já registrado na década.

Internet fora de casa

Quando se inclui, nesse levantamento, os acessos à web no trabalho, na escola, em lan houses, etc, os números são ainda mais impressionantes: atingimos 77,8 milhões de internautas!

É líquido e certo que esses internautas que ainda não têm internet em casa almejam esse acesso. Certamente esse Natal será um Natal eletrônico, em que muitos computadores, tablets, notebooks e netbooks sairão das prateleiras das lojas para as residências da classe média emergente.

Uma outra possibilidade, para os jovens que já têm um aparelho portátil mas ainda não têm internet em casa, é o acesso sem fio em livrarias, rodoviárias e locais públicos. Por exemplo, a rodoviária de Belo Horizonte tem internet sem fio de alta velocidade oferecida pela prefeitura. Outro exemplo é a Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, que tem internet sem fio gratuita oferecida pelo governo do Estado.

Há também muitas pequenas cidades que oferecem acesso à web, gratuitamente, a todos. Damos aqui o exemplo da cidade de Pedreira, interior de São Paulo. A prefeitura provê, a todos os 45.000 habitantes, internet sem fio.

Isso representa um mercado potencial de fazer cair o queixo de todos os comerciantes. Imagine-se as possibilidades de venda de livros eletrônicos a essa população ávida por desbravar um novo mundo que, na década passada, estava completamente fora de suas capacidades financeiras.

Até as novelas começam a focar a nova classe média
Potencial de expansão

Estamos entrando na segunda década do século. A ascensão do Brasil parece acelerar ainda mais. Enquanto a Europa tenta sair de uma crise infindável, o Brasil se dá ao luxo de fazer duras exigências para permitir que empresas automobilísticas se instalem aqui, o que mostra a pujança de nosso país.

Para as editoras, é um momento mágico, de conquistar esses novos clientes, oferecendo preços competitivos, tanto para livros em papel, como para os eBooks. No caso dos eBooks, as pequenas editoras estão em vantagem, pois seus custos são menores e elas são capazes de ter um relacionamento mais próximo com os clientes.

Aliás, como pode ser esse relacionamento? Falaremos disso em breve.