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domingo, 27 de novembro de 2011

Sistema DLNA - o caminho da parceria


Este site é mantido por entusiastas da parceria e dos empreendimentos colaborativos. O ser humano é gregário. É com a participação de todos que as coisas evoluem mais. Por exemplo, já abordamos aqui o Sistema Android, que está em 90% dos tablets no mundo e que é desenvolvido por um conselho mundial, o qual inclui empresas e fundações  O Android está se tornando o sistema operacional universal para tablets.

Neste artigo falaremos do sistema DLNA, que vai muito além dos tablets. Ele não é um sistema operacional, mas sim um sistema de compatibilidade universal. Ou seja, com o DLNA sua televisão vai poder se conectar facilmente com o pen-drive, seu tablet com o celular (para navegar na internet, por exemplo), seu GPS com o computador. Não importa a marca dos produtos, sua procedência, sua tecnologia interna. Se os dois têm o sistema DLNA, eles podem conversar. É mais ou menos como um egípcio conversando com um argentino, em inglês. Se os dois falam inglês, este é, para eles, o canal idiomático de comunicação. Assim é o DLNA.

DLNA é a sigla para Digital Living Network Alliance. Boa palavra essa, aliança. Esse consórcio, do qual fazem parte grandes empresas de tecnologia de vários países.

Então, imagine como nossa vida será facilitada quando todos os nossos aparelhos eletrônicos tiverem esse canal de comunicação. Imaginemos a cena:

Você tem uma antiga foto em papel, e quer mandar para um parente. Ao invés de tirar uma foto da foto - o que faria a imagem perder qualidade - você simplesmente conecta seu smartphone com o scanner (conexão sem fio). Escaneia a foto com boa definição e ela já é salva no telefone, facilitando o envio para quem você quiser. Não é preciso nem ligar o computador.
Outra hipótese:
Você quer imprimir um documento digitado no seu tablet, talvez para assiná-lo e registrá-lo em cartório - por enquanto isso ainda é necessário - e, assim, ter um comprovante de segurança. Mande diretamente do tablet para a impressora. Simples assim, com o sistema DLNA
Isso, de certa forma, obriga as empresas de tecnologia a adotarem o DLNA em seus equipamentos. Afinal de contas, quem quer ficar excluído de um sistema como esse? As empresas sabem que o consumidor, num futuro próximo, estará cada vez mais atento a isso: muitos dirão: "se não tiver DLNA, não vale a pena comprar". Então, pensam as empresas, melhor adotar agora do que ter que correr depois.

Essas considerações nos levam a voltar os olhos para uma das poucos empresas que querem ficar isoladas: a Apple. A pressão sobre a maçã mordida será enorme. Ficarão os produtos Apple segregados num apertado nicho, fora do DLNA, enquanto lá dentro, no salão amplo, estará acontecendo a maior festa?
 

O site oficial do sistema DLNA é este.

sábado, 19 de novembro de 2011

A Apple e o mundo real


É preciso reconhecer que a Apple é uma empresa de sucesso. Ela faz produtos "exclusivos", para um público exclusivo.

Quando falamos do iPad, o tablet da Apple, falamos de sofisticação, design e qualidade. Mas há, na Apple, uma atitude de separatismo que pode levar a empresa a declinar num mundo em crise.

O isolacionismo da Apple foi abordado, nesta semana, numa matéria do Portal iG, com o título: Apple é uma das empresas mais fechadas do mundo. Um trecho da matéria:
Quem visita as maiores feiras de tecnologia do mundo, como a Consumer Electronics Show, realizada todo início de ano em Las Vegas (EUA), vê os lançamentos das maiores fabricantes de computadores, smartphones e tablets, mas sente falta de uma empresa. Apesar de haver estandes abarrotados de capas protetoras e acessórios para o iPhone e o iPad, a Apple nunca está presente na feira. Já as concorrentes, como a Samsung e a LG, usam essas grandes feiras como vitrines para seus principais lançamentos. Enquanto isso, a Apple apresenta seus produtos em poucos eventos, alguns deles em sua própria sede, em Cupertino (EUA).
Tudo na Apple é separado dos "outros". A ideia é manter os produtos da Apple no Olimpo dos desejos de consumo. Mas o risco é que eles ficam por lá mesmo, no Olimpo, enquanto as pessoas pensam: "O iPad é o máximo. Mas, por enquanto, vou comprar o Kindle Fire".

A empresa é de temperamento difícil até mesmo quando tem que se submeter às legislações dos países nos quais atua. Aqui no Brasil, na África do Sul e na Costa Rica a empresa não pode vender seus jogos, pois ela se recusa a aceitar a avaliação dos governos quanto à classificação indicativa desses jogos. A Apple quer fazer, ela mesma, essa classificação. Ou seja, ela quer ser um poder acima dos governos.

O fato do iPad usar um sistema "exclusivo" (outra vez essa palavra), ao invés do sistema universal Android, cria um muro entre o iPad e milhares de aplicativos para tablets disponíveis no mercado. Até mesmo a poderosa Amazon usa o Android em seu Kindle Fire.

Não é impossível ler, no iPad, livros eletrônicos baixados da web. Mas é difícil, requer um conhecimento que boa parte dos leitores de eBooks não têm. E nem querem ter. Tudo o que eles querem é ler o livro, ora bolas!

Então, repetimos vaticínio que já fizemos aqui: a Apple tem que tomar cuidado com tanta exclusividade. De tão exclusiva, a empresa pode perder as oportunidades que se apresentam a quem adota uma atitude INCLUSIVA.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Os mitos vivem para sempre


Morreu ontem o fundador da Apple, Steve Jobs, um dos mais criativos empresários dos EUA.

Criado por pais adotivos, ele foi uma exceção, seja em se tratando dos EUA, seja pensando-se em termos globais. Jobs conseguiu vencer as dificuldades de uma origem humilde e tornar-se um homem de grande sucesso, e de grandes reviravoltas.

Nos dias atuais, em que banqueiros e especuladores em todo o mundo acumulam riquezas sem nada produzir, criando dinheiro fictício, Steve Jobs fará falta, pois ele enriqueceu produzindo valores, conhecimentos, conceitos e progresso.

Qual o segredo de seu sucesso? Em primeiro lugar, seu talento, claro. Mas ao lado desse fator, a determinação de seguir seu coração, rompendo paradigmas. Steve não tinha diploma de nível superior, pois abandonou a faculdade. Esta é a lição que está expressa no vídeo abaixo. É um vídeo de 14 minutos, um pouco mais longo do que costumamos postar aqui. Mas se você o assistir, verá que vale bem a pena investir esse tempo de sua vida para ouvir Steve.