terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O retorno

Imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net
Este blogueiro foi obrigado a deixar este blog sem atualizações. Os afazeres profissionais se avolumaram. E isso é o resultado de um Brasil que cresce junto com a América Latina, enquanto a Europa experimenta o ocaso de seu poder e os EUA se equilibram à beira do abismo econômico.

Este momento é totalmente novo para os seres humanos que vivem hoje no Planeta. Mas é natural que o mundo mude e o poder troque de mãos. O Império Romano iria durar para sempre, na cabeça de alguns romanos. Mas foi extinto. Assim também a máquina de escrever seria a forma mais moderna de escrever um texto. Mas foi substituída pelo computador. Windows seria o sistema operacional definitivo para toda a eternidade. Mas o Android domina os tablets. E os tablets estão vendendo como água no deserto.

Os livros em papel também terão seu fim, talvez no final deste século, talvez antes. Mas temos muito tempo antes disso ocorrer.

Por ora, a venda de livros em papel talvez até cresça na América Latina, resultado do surgimento de uma nova classe média que, antes, estava fora da sociedade de consumo. Irônicamente, na Europa e EUA o movimento é o contrário: a classe média está se empobrecendo rapidamente.

Bem, o fato é que os clientes querem comprar da editora para a qual este blogueiro presta serviço. É um momento para as pequenas empresas crescerem.

Com a maior parte do serviço já entregue, posso voltar a escrever neste espaço.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Apple quer leitores e autores

Como já explicamos aqui, tablets são equipamentos que tÇem uma parte dos recursos que um computador tem: navegam na internet, recebem e-mails, tocam música, etc. Não tente editar uma planilha eletrônica um pouco mais complexa num tablet. Não dá. A tela é pequena, a memória é pequena. O tablet não tem essa capacidade.

Por outro lado, os eReaders têm praticamente apenas um talento: servem para a leitura de livros digitais, como seu nome já diz. Suas telas são em preto e branco, em geral sem iluminação. A vantagem deles é o preço bem menor (o Kindle, por exemplo, custa por volta de U$ 189,00). Mas a vantagem principal é o fato de que ler um livro num eReader é muito mais agradável do que num tablet. Os olhos não cansam, as letras são nítidas. Não é como ler na tela de um computador. É mais próximo da experiência de ler em papel. E sem ter que derrubar árvores.

Os tablets tentam atrair leitores de livros que usam os eReaders. Foi com esse espírito que a Apple lançou o
iBooks2, um aplicativo para livros didáticos que permite fazer anotações, grifar e ver conteúdo 3D.

A Apple também lançou um aplicativo que deixará muitos editores apavorados: trata-se do iBooks Author, que permite que o autor escreva um livro no próprio iPad, com conteúdo interativo, sem a necessidade de saber programação.

Um bom exemplo de livro com conteúdo interativo é este, do ambientalista estadunidense Al Gore.

Pode-se prever, no futuro, que todos os tablets e eReaders permitirão escrever textos com formatação, diagramação, contendo imagens, vídeos e sons, e que poderão ser salvos em formatos de eBook. Qual será o papel das editoras nesse futuro?