segunda-feira, 15 de junho de 2026

O zero à esquerda, sempre ele.

 

A pergunta que não quer calar é: 
qual a utilidade do zero nessa faixa? Qual? 

 Já escrevemos sobre esse cacoete de colocar o número zero à esquerda. Mas é preciso reforçar, pois o erro continua, e é um erro muito feio. 

Ao que estamos nos referindo? A isto: 

- Tenho 02 irmãos. 

- Concorra a 05 TVs de LED.

- 04 de outubro de 2025.

E por aí vai. 

Por que o zero à esquerda é errado? Porque é inútil. Não tem serventia. Por isso é que, quando queremos dizer que alguém não serve para nada, dizemos: "Você é um zero à esquerda". Ou seja, é uma pessoa que não tem utilidade para o mundo. Aliás, evite ofender a pessoa nesse nível, pois é uma ofensa muito pesada. Todos têm uma missão neste mundo. Exceto, é claro, o zero à esquerda. Ou talvez ele tenha uma utilidade: separar quem é inteligente de quem não é. Você, leitor, é inteligente, temos certeza. Por isso você não vai mais cometer esse erro. 

Não use o zero à esquerda, exceto em situações, muito, muito excepcionais. Vamos exemplificar duas delas.  

1)  Você vai entrar num site que exige login e senha. Por segurança, o site envia a você um código numérico, que você tem que colocar num espaço reservado: 

Neste caso, infelizmente, somos obrigados a colocar o zero à esquerda, caso o código seja como o mostrado acima. É horrível, mas não há como evitar, neste caso. 

2) Você é um programador e está criando uma página. Os códigos hexadecimais das cores têm, obrigatoriamente, 6 dígitos, precedidos do sinal #. Em alguns casos, esses 6 dígitos incluem o zero à esquerda. Não há o que fazer, nesse caso. 

Mas, fora essas exceções, não cometa o erro, a gafe, de colocar zero à esquerda. 

E, principalmente, não coloque zero à esquerda no dia do mês: 

06 de maio de 2026 

— Ah, mas e se eu for preencher um cheque ou um documento?

Se você ainda preenche cheques nos dias atuais, coloque um # antes do dia. Vale também para documentos.

#6 de maio de 2026

A probabilidade é que esse documento vá ser assinado digitalmente. Então, não precisa colocar nada apenas escrever o dia do mês, e pronto! 

Então, reforçando: zero à esquerda é um zero à esquerda, isto é, inútil. Abandone esse cacoete, se você o tem, prezado leitor!  

 

______________

Aproveitamos o assunto para um adendo: tente não escrever mais "hum" com h. É feio, desnecessário, e não combina com você, leitor, que certamente é uma pessoa de bom gosto. Se for fazer algum documento que inclua o valor R$ 1.000,00, escreva "mil reais". Não há como adulterar se você fizer isso. Lembre-se: muitas vezes, menos é mais.  

 

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Ler exercita a imaginação

A leitura é muitas vezes definida como uma janela para outros mundos, mas essa metáfora esconde um processo muito mais fascinante: ao contrário de uma janela, que apenas exibe uma paisagem pronta, o livro convida o leitor a construir cada cenário, cada rosto e cada sensação dentro da própria mente. Ler exercita a imaginação de forma ativa, constante e profunda. É sobre esse treino silencioso que vale a pena refletir.

Quando um autor escreve “o castelo erguia-se sombrio sobre a colina”, nenhuma imagem concreta e pronta chega aos olhos do leitor, se o livro não for ilustrado (e a grande maioria não é). Cabe a ele, leitor, erguer as torres, escolher a tonalidade do céu, sentir o cheiro da pedra úmida. Nesse esforço íntimo, a imaginação opera como um músculo: quanto mais acionada, mais ágil e potente se torna. Diferentemente do cinema ou da televisão, que entregam o produto visual pronto, a literatura fornece apenas estímulos abstratos para que o cérebro crie seu próprio filme interior.

Ler não é só visualizar paisagens; é também experimentar subjetividades alheias. Ao acompanhar os dilemas de uma personagem, o leitor ensaia emoções que talvez nunca tenha vivido. Esse deslocamento para o lugar do outro é um exercício imaginativo de primeira ordem: é preciso supor dores, alegrias e contradições que não nos pertencem. A neurociência já demonstrou que, durante a leitura de ficção, áreas cerebrais ligadas à empatia e à simulação de experiências se ativam como se estivéssemos de fato vivendo a cena. A imaginação, portanto, não é um devaneio vazio, mas uma ferramenta de compreensão humana.

A leitura expõe o pensamento a situações improváveis, épocas distantes, lógicas não humanas. Um conto de ficção científica pode exigir que o leitor conceba uma sociedade sem gravidade; um romance histórico, que reconstrua os códigos de honra de um passado remoto. Ao entrar em contato com essas variações, a mente amplia seu repertório de possibilidades. A criatividade, afinal, não brota do nada: nasce da combinação inusitada de referências acumuladas. Cada livro absorvido é um novo ingrediente para futuras invenções, um novo padrão que a imaginação poderá recombinar de forma original.

O ato de ler exige uma desaceleração cada vez mais rara. Enquanto as imagens prontas das redes sociais estimulam um consumo rápido e reativo, o texto pede pausa, releitura, retorno ao parágrafo anterior. Essa lentidão é o ritmo em que a imaginação trabalha com mais profundidade, tramando conexões e preenchendo lacunas com aquilo que só o leitor pode dar. Não é passiva a mente que acompanha uma narrativa: ela antecipa desfechos; por vezes, duvida de narradores e completa silêncios. Esse diálogo entre a página e a mente é o oposto do entretenimento que anestesia.

Na infância, a leitura é um campo de experimentação sem amarras: uma criança que escuta ou lê histórias transita sem esforço entre o real e o fantástico, e assim desenvolve a capacidade de pensar o que não está dado. Mas, na fase adulta, quando a rotina tende a comprimir o pensamento no utilitário e no concreto, a leitura literária funciona como uma resistência. Permite que o adulto mantenha viva a sua capacidade de projetar futuros diferentes, de conceber alternativas para a própria vida. Uma mente que lê ficção é uma mente que não se resigna facilmente ao “é assim porque é”.

A imaginação como sobrevivência e liberdade Em tempos de excesso de informação e de algoritmos que antecipam desejos, a imaginação corre o risco de atrofiar. Ler, nesse contexto, é quase um ato de autonomia: é preservar um espaço interno que não pode ser colonizado por estímulos prontos. Quando um leitor imagina, ele está exercendo sua liberdade mais íntima — a de construir mundos que não existem, mas que, exatamente por isso, podem vir a existir. A história está repleta de inovações que nasceram primeiro como ficção, sonho ou metáfora, até que alguém as transformasse em realidade.

Enfim, “ler exercita a imaginação” não é um elogio vago à literatura, mas uma descrição exata de um processo cognitivo e afetivo. Cada página virada é uma academia para a mente criadora, um espaço em que o leitor é coautor da obra que tem nas mãos. Em um mundo saturado de imagens prontas, preservar esse exercício pode ser uma das formas mais bonitas e necessárias de continuarmos humanos, capazes de imaginar, de exercitarmos a imaginação que todos nós temos, afinal.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Os benefícios de escrever um livro

 

Publicar um livro é muito mais do que colocar palavras no papel - é transformar ideias em legado. Quando você escreve e compartilha sua visão de mundo, deixa de ser apenas alguém que sabe e passa a ser alguém que ensina, influencia e permanece. Um livro não é apenas conteúdo; é legado e permanência. 

Além disso, escrever um livro é um processo profundo de autoconhecimento. Ao organizar pensamentos, revisitar experiências e estruturar ideias, você passa a compreender melhor a si mesmo, bem como os conhecimentos que acumulou. Muitas respostas, que antes estavam confusas, ganham clareza ao serem escritas. O autor cresce junto com a obra - e, muitas vezes, o maior impacto do livro acontece primeiro dentro de quem o escreve.

Outro efeito poderoso de publicar um livro é a construção de autoridade. A obra abre portas que outros formatos dificilmente abrem. Gera respeito imediato, diferencia você no mercado e cria oportunidades profissionais, como consultas, palestras, mentorias e novos negócios. Em um mundo saturado de conteúdo rápido, o livro ainda carrega um peso simbólico forte: quem escreve, domina.

Publicar também é uma forma de alcançar pessoas que você talvez nunca conheceria pessoalmente. O livro atravessa fronteiras, conecta histórias e impacta vidas silenciosamente. Alguém pode ler suas palavras em um momento difícil, ou em alguma dificuldade, e encontrar exatamente o que precisava. Essa capacidade de tocar e influenciar pessoas, mesmo à distância, é uma das maiores recompensas de quem escreve.

Por fim, publicar um livro é um ato de coragem. É se expor, se posicionar e assumir a responsabilidade pelas próprias ideias. Nem sempre o livro será perfeito - e nem precisa ser. O mais importante é começar. Porque, no fim das contas, livros não mudam apenas leitores, eles também transformam autores. E, às vezes, uma única obra pode mudar tudo.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Ler é acender luzes por dentro


Este artigo foi gentilmente cedido pelo Blog do Bem (www.blogdobem.com.br). Vale a pena seguir esta página dedicada à Humanidade. 

Ler é uma das formas mais silenciosas - e mais poderosas - de transformação. Um livro não muda apenas o que você sabe; ele muda como você enxerga. Ele amplia o mundo sem exigir passagem, coloca você diante de ideias que nunca teria sozinho e agrega vocabulário para nomear sentimentos que antes eram só confusão. Quem lê aprende a pensar com mais clareza, a sentir com mais profundidade, a decidir com menos impulso.

Os livros são mestres pacientes: não gritam, não correm, não forçam. Eles esperam você chegar. Em cada página, você encontra experiências emprestadas, erros que não precisam ser seus, caminhos que alguém já testou, e uma chance de crescer sem pagar o preço mais alto da ignorância. Ler também é um ato de liberdade: quanto mais você alimenta sua mente, menos você vira refém do medo, da manipulação e das opiniões prontas.

E o melhor: o hábito pode começar pequeno, mas muda tudo. Dez minutos por dia já criam uma nova identidade: a de alguém que escolhe evoluir. Um livro por mês, ao longo de um ano, coloca você em outro patamar de repertório, visão e maturidade. Ler bons livros é conversar com o que há de melhor na humanidade - e, aos poucos, tornar-se mais humano, mais sábio e mais inteiro. Ainda bem que existem bons livros e bons autores!


 

 

 

sábado, 31 de janeiro de 2026

Escrever um livro: a primeira decisão

Escrever não é apenas alinhar palavras em uma página; é assumir um propósito. Antes de qualquer técnica, estilo ou disciplina, existe uma pergunta silenciosa que define todo o caminho: por que escrever? Identificar a razão — ou as razões — que nos levam à escrita é um exercício de autoconhecimento. É essa resposta que orienta o uso do tempo, o tipo de conteúdo produzido e o nível de esforço que se está disposto a empregar.

Imagine três pessoas com vidas muito parecidas: mesma profissão, rotinas semelhantes, família constituída e o hábito comum de escrever com frequência. À primeira vista, tudo indica que seguirão trajetórias parecidas. No entanto, basta observar seus objetivos para perceber que, embora escrevam, não caminham na mesma direção. A escrita, nesse contexto, deixa de ser um ato neutro e passa a ser uma escolha estratégica.

O primeiro escritor escreve movido pelo desejo de alcançar leitores, tocar pessoas desconhecidas, publicar histórias e poesias que circulem amplamente. Seu desafio não está apenas em criar, mas em fazer com que sua obra chegue ao mundo.

Já o segundo escreve com foco prático: transformar conhecimento profissional em livros que sustentem palestras, gerem autoridade e sejam distribuídos a públicos específicos. Aqui, a escrita é ferramenta, não fim. Esse perfil, muitas vezes, não tem a intenção de vender sua obra em livrarias, mas apenas em eventos específicos. 

O terceiro, por sua vez, escreve sem ambição de alcance amplo. Seu prazer está em registrar percepções, compartilhar ideias com familiares, amigos e colegas próximos. Para ele, a escrita é quase íntima: não busca aplauso, mercado ou visibilidade, mas conexão e sentido dentro de um círculo restrito. Muitas vezes, esse perfil pretende apenas distribuir o livro para a família e os amigos, sem cobrar. E muitas vezes esse escritor acaba, sem querer, escrevendo coisas universais. É como o cantor que canta sua aldeia e acaba criando algo muito maior.

Nenhuma dessas escolhas é superior à outra — são apenas diferentes. Por isso, definir por que você escreve é o primeiro passo para não se frustrar no caminho. Quem deseja muitos leitores precisará investir em divulgação; quem escreve para públicos específicos deverá ser preciso; quem escreve para si ou para poucos deve aceitar essa limitação com serenidade. A escrita floresce quando o propósito é claro — e se perde quando se tenta seguir um caminho que não combina com a própria intenção.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O Mito do Talento Pronto


Escrever mal pode ser o embrião de escrever bem. 

Pense na última vez que leu algo tão brilhante que uma vozinha sussurrou: "Eu nunca vou conseguir fazer algo assim". Ou lembre-se daquela cena que parecia viva na sua cabeça, mas que, no papel, ficou desajeitada. 

Respire fundo. Não se trata de dar dicas mágicas, mas de dar permissão. Permissão para escrever mal.

Vamos desfazer um mito de uma vez: a ideia de que bons escritores nascem com um "dom especial”. Isso, na esmagadora maioria das situações, se trata de uma mentira romântica e perigosa. 

O que chamamos de "talento" quase sempre é prática. Trata-se de uma pessoa que passou milhares de horas fazendo exatamente o que você, escritor iniciante, está começando a fazer agora: encarando páginas vazias, lutando com palavras, escrevendo e reescrevendo.

A escritora Jodi Picoult resumiu perfeitamente: "Você pode editar uma página ruim, mas não pode editar uma página em branco." Esta é a primeira revelação: o trabalho do escritor não é criar obras-primas de primeira. O trabalho do escritor é criar matéria-prima.

Quando você se força a escrever e mesmo sem inspiração, algo mágico acontece no seu cérebro. Chama-se neuroplasticidade. Cada vez que você pratica, seus neurônios criam novas conexões. É como abrir uma trilha numa floresta densa. Na primeira vez, é um sofrimento. Na décima, o caminho está mais limpo. Na centésima, é uma estradinha. 

A página em branco é a floresta virgem. Sua primeira frase, por mais torta que seja, é o primeiro golpe de facão. É o ato mais importante.

Vamos ao que importa. Aqui está um método que vai mudar sua relação com a escrita: a técnica do rascunho bruto. A regra de ouro é simples: na primeira vez, é proibido ser bom.

Você tem dentro de si um Deus Criador, que tem ideias e imagina mundos. Ao mesmo tempo, tem em si um artesão exigente, que critica a gramática e quer tudo perfeito. O problema é que eles tentam trabalhar juntos e travam tudo. 

A solução? Liberte o Deus Criador por um tempo determinado – 15, 20, 30 minutos – e dê a ele uma licença total para fazer…bagunça.

Não sabe o nome do personagem? Escreva [O CARA DO CABELO RUIVO]. Esqueceu-se uma palavra? Coloque [COISA, ACHAR DEPOIS]. O diálogo ficou robótico? Anote e siga. 
O único objetivo do rascunho bruto é sair do outro lado com uma história contada. Não uma história perfeita, mas uma história existente. Porque você não pode consertar, polir ou melhorar algo que ainda não existe. 

O artesão exigente terá seu momento glorioso na revisão, entrará em cena no momento certo. Mas ele precisa de argila para moldar. Seu rascunho bruto é uma espécie de argila.

A escrita é um músculo. E músculos se fortalecem com treinos curtos e consistentes. Que tal experimentar esta semana? 

Na segunda-feira, pegue um objeto da sua mesa e o descreva por três minutos, como se fosse um personagem que o odeia. 

Na terça, escreva cinco linhas de um diálogo em que alguém diz "Estou bem", mas o leitor percebe que não está. 

Na quarta, copie à mão um parágrafo de um livro que você ama para sentir sua carpintaria. 

Na quinta, em cinco minutos, continue: "A coisa mais estranha que aconteceu hoje foi..." O segredo está na consistência, não na grandiosidade.

E la nave va.

Lembre-se: escrever é solitário, mas ser escritor não precisa ser. Aquele sentimento de que só você tem dúvidas e páginas ruins é uma ilusão. Todos temos. Basta você conversar com pessoas, ouvir suas inseguranças. Quem não as tem?

O mundo não precisa da história perfeita. O mundo precisa da história que só você pode contar, com suas imperfeições, sua voz única e sua visão de mundo. A versão perfeita do seu livro é inimiga da versão existente dele.

Portanto, vá. Abra aquele documento. E escreva mal. Com coragem. Com determinação. Porque esta é uma forma vencedora para você começar a escrever bem. E não tenha medo de pedir ajuda para escrever bem uma ou muitas frases. Vá em frente! Com persistência, escrever mal será o embrião de escrever bem.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

O que é microficção?

 


Você já ouviu falar em Microficção?

Pode ser o embrião de uma carreira de escritor

Você já leu uma história tão curta que coube em uma tela de celular, mas que, minutos depois, ainda ecoava na sua mente com força?

"Quando pressionou o botão para apagar minhas memórias, ela esqueceu tudo, menos como encontrar o caminho de volta para mim. Agora, ela está aqui, de novo, com dor no peito, de ansiedade, com os mesmos olhos cheios de perguntas."

O que você acabou de ler é uma microficção.

Em poucas linhas, uma história nasce, se desenvolve e deixa um último ato implícito para a imaginação do leitor completar. Mas, afinal, o que é essa forma literária dos tempos contemporâneos, talvez decorrente da internet, que tem conquistado escritores e leitores nas redes sociais e antologias?

Mais do que um texto curto, um universo em miniatura

Microficção não é apenas um conto muito enxuto. É uma forma literária que exige precisão cirúrgica, na qual cada palavra é uma peça vital de um quebra-cabeça narrativo.

É a materialização do famoso iceberg de Hemingway: a ponta visível – o texto – é apenas uma fração da história. A grandiosidade, o contexto, a dor e a história estão submersos, sugeridos, convidando o leitor a se tornar coautor e imaginar o que não está escrito.

A microficção se adapta a diversos formatos, tais como:

  • Conto curto, com até 400 palavras. Um sprint narrativo;

  • Miniconto de até 100 palavras. O desafio começa a ficar sério;

  • Microrrelato de até 50 palavras. A precisão é fundamental;

  • Nanoconto de até 10 palavras. A forma mais pura e desafiadora; e,

  • Post de Instagram/Twitter. A brevidade é a alma do engajamento.

Quais são os pilares para um texto de microficção inesquecível? Como construir muito em pouco espaço?

A nosso ver, esses são os principais pilares que sustentam um bom texto de microficção:

  1. Final Impactante – a última linha é a chave de ouro. Ela deve ressoar, surpreender, cortar o fôlego ou recontextualizar tudo o que veio antes. É o clique que dá sentido à imagem toda.

  1. Sugestão, nunca a explicação – você dá as pistas, o leitor monta o quebra-cabeça. Evitam-se adjetivos demais e descrições longas. Confia-se na inteligência do leitor.

  1. Um momento singular – foca m instante decisivo, um ponto de virada na vida de um personagem. Não se tenta contar uma saga, mas capturar o flash que talvez defina uma existência.

  1. Título como parte da narrative – o título não é um rótulo. É a primeira linha da história. Pode criar contexto, ironia ou mesmo adicionar uma camada completamente nova de significado.

Por que todo escritor deveria praticar a Microficção?

Praticar a microficção é como um treino de alta intensidade para a criatividade na escrita e na vida.

Primeiramente, por se tratar de uma ginástica criativa, que teina a concisão, a escolha vocabular perfeita e a coragem de eliminar o supérfluo. Ensina que menos pode, muitas vezes, ser mais.

Em segundo lugar, a microficcção combate o bloqueio. Enfrentar uma página em branco para um romance pode ser, por vezes, assustador. Escrever uma história de 50 palavras não. É o exercício diário perfeito para manter a musa inspirada.

Além disso, a microficção pode ajudar na construção de público. É conteúdo perfeito para redes sociais. Um perfil com microficções interessantes atrai leitores, cria uma comunidade e constrói uma espécie de biografia de autor – antes mesmo do primeiro livro ser publicado.

Adicionalmente, para editores e preparadores de texto, a microficção é uma ferramenta incrível para ajudar autores a encontrarem o cerne de suas narrativas, aprendendo a cortar o excesso sem perder a essência.

Por fim: microficção pode produzir o embrião de grandes obras literárias. Pode gerar a semente que se desdobrará em belas narrativas.

Propomos aqui um desafio: considerar uma história infantil clássica (como Chapeuzinho Vermelho ou A Bela Adormecida) e recontá-lo em apenas 50 palavras, do ponto de vista do Lobo, no primeiro caso, ou do Príncipe que desperta sua futura esposa, no segundo. Pode ser muito divertido, ainda que não necessariamente fácil.

Em um mundo de excesso de informação e atenção fragmentada, o poder de uma história bem contada em poucas linhas pode ser valioso. E pensando bem, a microficção, longe de ser apenas algo decorrente da internet e das redes sociais, é a prova incontestável de que não precisamos de mil páginas para tocar o coração humano. E de que algo conciso pode ser a semente de algo grandioso.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Nunca É Tarde Para Domir Bem

 


 Neste livro, a dra. Márcia Cristina A. Silva, médica cardiologista, transmite sua experiência clínica num guia prático para o combate à insônia. Nas palavras da autora: 

Dormir bem não é apenas uma necessidade biológica. É direito.
É autocuidado. É reencontro com a vida e faz muito bem ao co-
ração. 

O livro é um manual de consulta, com capítulos dedicados a estabelecer objetivos e mensurar resultados. Por tanto, trata-se de um guia prático, e não de considerações teóricas, apenas. 

Dra. Márcia é cardiologista especializada na 3ª idade, além de ser uma estudiosa do sono e dos fenômenos relacionados a ele. 

Como disse a Profa. Elite Santiago, no prefácio: 

... esse é um livro que nasce do estudo contínuo, da escu-
ta sensível, das vivências registradas sob olhar amoroso da Dra.
Márcia Cristina, como possibilidade de ajuda ao nosso coração,
às práticas de um novo estilo de vida e à qualidade da existência.
Sem esquecer que um sono restaurador produz serenidade, isto
é, menos ansiedade, maior auto - escuta e sensibilidade ao redor.
Em sendo assim, a lida diária torna-se leve e as problemáticas
cotidianas podem ser conduzidas com mais lucidez, calma e sa-
bedoria.

O livro inclui vários QR codes que levam a vídeos da autora, que pode, assim, conversar diretamente com o leitor. 

A Editora Sucesso sente-se honrada com esta obra de fundamental importância para a saúde e o bem-estar das pessoas.  

 

 

domingo, 26 de outubro de 2025

Do Rascunho ao Livro

 

Do Rascunho ao Livro – Segunda edição chegando em breve
A arte de transformar ideias em obras

A Editora Sucesso lançará, em breve, a segunda edição do livro “Do Rascunho ao Livro”, de autoria de Roberto Locatelli e Mônica Mansur Brandão, uma obra dedicada àqueles que desejam desenvolver a prática da escrita e transformar suas ideias em livros. 

Trata-se de um livro construído a partir de mais de duas décadas de convivência com autores e autoras que, desde 2002, fizeram da escrita uma extensão de suas vidas. O livro foi pensado para ser lido com calma, relido quando necessário e consultado sempre que o impulso de escrever pedir direção.

A nova edição mantém sua proposta prática, mas traz capítulos revisados e conteúdos inéditos, incluindo um aprofundamento sobre a escrita em blogs e sites pessoais como porta de entrada para a publicação de livros. 

Dividido em sete blocos, a obra percorre desde a história da escrita até o processo de publicação, com reflexões, exercícios e conselhos que ajudam o leitor a criar tempo, espaço e disciplina para escrever. Mostra que o ato de escrever vai além da técnica – envolve também a organização da vida cotidiana e o cultivo de uma relação saudável com o próprio processo criativo.

Mais do que ensinar a escrever, “Do Rascunho ao Livro” defende a ideia de que escrever, além de ser um ato de criação, também requer planejamento e organização. A experiência mostra que esses requisites não limitam a imaginação, mas a potencializam, favorecendo a fluidez, a qualidade e a realização concreta do sonho de publicar. 

Com linguagem simples e orientações práticas, o livro, em sua segunda edição é mais do que um incentivo para quem sonha com escrever e publicar: trata-se de um conjunto de sugestões sobre como concretizar o sonho de ser autor, de uma ou de muitas obras.

Roberto Locatelli é o editor-chefe da Editora Sucesso e Mônica Brandão é assessora editorial.

sábado, 20 de setembro de 2025

Fragmentos, um livro para fazer pensar

 

Todos nós temos lembranças incontáveis de nossas vidas: dias na praia, na montanha, noites na varanda, no campo, um acontecimento que nos marcou profundamente ou nem tanto, alegrias, tristezas, cenas inusitadas, surpresas, espantos, percepções, intuições… são tantas as possibilidades!

Eduardo Elias Lusvarghi criou o livro Fragmentos, publicado pela Editora Sucesso, porque queria enxergar o mosaico de lembranças de sua vida e compreender o seu sentido. É o seu mosaico pessoal, mas que também reflete o mosaico de todos nós, no qual cada leitor pode se reconhecer em suas próprias memórias.

Nossas lembranças são como peças de um grande quebra-cabeça que carregamos conosco, guardadas em silêncios e memórias que, muitas vezes, só fazem sentido quando revisitadas. Cada fragmento, por menor que seja, compõe a história de quem somos, trazendo consigo reflexões e aprendizados.

É nesse emaranhado de recordações que reside a beleza da vida: enxergar, nas pequenas coisas, a grandeza da nossa própria existência. A vida não se apresenta como uma narrativa linear e perfeita; ela se revela em pedaços, flashes, lampejos de consciência que surgem em momentos inesperados. São esses recortes aparentemente desconexos que, reunidos, nos oferecem uma visão mais profunda de quem somos e para onde caminhamos.

Pensar nos fragmentos é perceber que a eternidade se esconde no instante, que o valor do tempo não está na sua duração, mas na intensidade com que foi vivido. Cada lembrança é como uma janela aberta para o infinito – e, ao olhá-la, reencontramos o sentido da vida em sua forma mais simples e, ao mesmo tempo, mais grandiosa.

Fragmentos é um livro que trata carinhosamente pedaços do passado de um ser humano, conferindo-lhes sentido e a certeza de que a vida é uma jornada preciosa. Um livro para fazer pensar. Para ler, guardar na estante e revisitar muitas vezes. A cada leitura, novas percepções estarão à espera do leitor.

E talvez seja essa a verdadeira missão de um livro que trata de nossos momentos pela vida: não apenas contar uma história, mas despertar em cada um de nós a coragem de revisitar a própria vida , reconhecendo, em cada fragmento, a plenitude da existência.


 

O Aconchego Como Aliado Criativo do Escritor

 


Para o escritor, o ambiente de trabalho é muito mais do que um espaço físico: é um santuário criativo. A importância do aconchego nesse ambiente vai além do conforto superficial: ele influencia diretamente a qualidade da escrita, a concentração e o bem-estar mental.

Um espaço acolhedor reduz a sensação de solidão muitas vezes inerente à escrita, transformando a solitude em tranquilidade produtiva. Quando nos sentimos seguros e confortáveis, a mente liberta-se de distrações e ansiedades, permitindo que as ideias fluam com mais naturalidade e profundidade.

Um dos conceitos mais belos sobre aconchego vem da Dinamarca: o hygge (pronuncia-se "hu-ga"). Mais do que uma palavra, é uma filosofia de vida que celebra momentos de calor, simplicidade e bem-estar. Hygge não exige luxo ou grande espaço; valoriza a atmosfera criada por luz suave, texturas macias e apreciação do momento presente. Para escritores, incorporar essa mentalidade significa encontrar prazer no processo criativo, em vez de focar apenas no resultado final, transformando a pressão em prazer.

Mesmo em espaços reduzidos, é possível cultivar aconchego. A chave está na intencionalidade. Velas ou luzes quentes de LED criam instantaneamente um clima íntimo. Um tapete fofo, uma cadeira confortável com almofadas e uma manta leve sobre os joelhos podem transformar um canto mínimo em um refúgio criativo. Objetos pessoais – como uma xícara favorita ou uma planta pequena – acrescentam identidade e calor visual sem ocupar área útil.

A rotina também se beneficia do aconchego. Estabelecer rituais simples – como preparar um chá antes de começar a escrever, ouvir uma playlist calma ou fazer pausas para contemplar a vista da janela – conecta quem escreve ao presente e reduz a pressão por produtividade. Esses pequenos gestos funcionam como transições entre o mundo externo e o universo interior da escrita, sinalizando para o cérebro que é hora de criar.

Em espaços pequenos, a organização é crucial. Será preciso lançar mão de alguns preciosos truques para criar aconchego e ordem: estantes verticais, caixas organizadoras, cores claras nas paredes e espelhos estratégicos que ampliam visualmente o ambiente – apenas para começar. O importante é que cada elemento tenha uma função prática ou emocional, nada deve ser meramente decorativo, mas contribuir para a sensação de refúgio e inspiração.

O aconchego, no entanto, não está confinado às quatro paredes. Escritores podem encontrá-lo mesmo em espaços abertos ou públicos, transformando um banco de praça num refúgio criativo. O simples ato de observar a vida ao redor, sentir o sol no rosto ou ouvir o murmúrio distante de pessoas pode ser profundamente hyggeligt. Basta um caderno, uma caneta confiável e talvez uma bebida numa caneca, quente ou fria, conforme o tempo, para criar uma bolha de intimidade com as próprias ideias, demonstrando que o verdadeiro aconchego é um estado de espírito que se leva para onde quer que se vá.

Ao abraçar o aconchego, o escritor não apenas melhora sua relação com o processo criativo, mas também fortalece sua resiliência emocional. Escrever torna-se um ato de cuidado consigo mesmo e com suas histórias. Como dizem os dinamarqueses, o hygge é a arte de construir intimidade com a vida e a intimidade é certamente algo que existe entre o autor e a sua obra.


quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Dica ao escritor iniciante: Escreva!

 


A grande maioria dos escritores iniciantes se pergunta por onde começar. A resposta é simples, mas poderosa: comece escrevendo. Não espere a inspiração perfeita, o momento ideal ou a certeza de que suas palavras já nasçam grandiosas. A escrita é uma espécie de músculo, e como todo músculo, só se fortalece com treino. O segredo está em transformar o hábito de escrever em rotina, ainda que sejam algumas linhas por dia.

Outro ponto essencial é não temer o rascunho. Grandes livros nasceram de páginas imperfeitas que foram reescritas muitas e incontáveis vezes. O erro não é inimigo do escritor; pelo contrário, é parte inseparável do processo criativo. Permita-se escrever mal, porque é assim que se chega a escrever bem. Quem paralisa diante da busca pela perfeição nunca sai do lugar.

E não se esqueça de ler. A leitura é o alimento da escrita. Ler diferentes estilos, gêneros e autores expande o repertório, afina a mão que escreve (por computador ou outro meio) para o ritmo das frases e desperta novas ideias. O escritor iniciante que lê com atenção crítica, percebe recursos narrativos, escolhas de linguagem e formas de encantar o leitor. Escrever é dialogar com o que já foi escrito e todo livro é, no fundo, uma conversa entre autores.

Por fim, proteja a sua voz literária própria. É normal, no início, imitar estilos e referências. Mas pouco a pouco, a prática e a reflexão revelarão o seu tom único, aquele que fará os leitores reconhecerem suas palavras. Escrever é, antes de tudo, um ato de coragem: expor sua visão de mundo, suas perguntas e suas verdades. E é nessa autenticidade que mora a força de todo escritor.

 

 

domingo, 6 de julho de 2025

Vencendo o bloqueio criativo


Uma das primeiras alternativas para lidar com um bloqueio criativo é, simplesmente, parar. O cansaço mental pode ser o vilão por trás da falta de ideias. Nesse caso, forçar a escrita pode criar e mesmo aumentar a frustração. Caminhar, ouvir música ou tirar um cochilo permite que o subconsciente reorganize os pensamentos. Muitos autores relatam que as suas melhores ideias surgem justamente quando estão distantes do computador, como se o cérebro precisasse de uma pausa para achar a resposta certa.

Outra alternativa é a disciplina, que pode ser a importante para destravar a criatividade. Estabelecer uma meta mínima diária – como escrever 200 palavras, mesmo que ruins – mantém o hábito e reduz a pressão por perfeição. Autores consagrados por vezes seguem rotinas rígidas de escrita, por acreditarem que a constância é mais eficaz do que esperar pela inspiração. Se uma cena não está fluindo, o macete é pular para outra parte da história e retornar depois com novas ideias, novos insights.

Mudar de ambiente ou de método pode também reacender a chama criativa. Escrever em um café, em um local diferente da própria casa ou usar ferramentas de ditado, para anotar o que você diz em voz alta, pode trazer um novo ângulo para a sua narrativa. Desenhar, pintar e outras possibilidades artísticas, ver um bom filme, assistir a um documentário, ler um bom livro ou visitar um museu também podem despertar conexões inesperadas.

Por fim, é muito importante libertar-se da autocobrança excessiva. Escrever sem filtro, em exercícios de fluxo de consciência, pode desbloquear caminhos imprevistos. Lembre-se: o primeiro rascunho não precisa ser perfeito, só precisa existir. O bloqueio criativo é temporário e, com as ferramentas certas, é possível encontrar um jeito de seguir em frente e escrever com satisfação.

terça-feira, 24 de junho de 2025

Livros e prazos

 


 Prazos na Criação de Livros: Ferramenta de Produtividade ou Inimiga da Criatividade?  

A utilização de prazos na escrita de livros é um tema que pode dividir opiniões. Por um lado, prazos bem estruturados podem ser poderosos aliados da produtividade, evitando a procrastinação e mantendo o autor comprometido com o projeto. Escritores profissionais, especialmente aqueles com contratos editoriais, muitas vezes dependem de cronogramas para entregar suas obras dentro do tempo estipulado. Metas realistas e divididas em etapas, como concluir um capítulo por semana ou finalizar a primeira revisão em dois meses — ajudam a organizar o processo criativo sem sufocar a inspiração.  

No entanto, quando mal administrados, os prazos podem se tornar um obstáculo. Pressões excessivas ou datas irreais podem resultar em textos apressados, com pouca profundidade ou revisão inadequada. Alguns autores precisam de tempo para amadurecer ideias, e um cronograma rígido, conforme a pessoa, pode bloquear o fluxo natural da escrita, levando à frustração ou até mesmo ao abandono do projeto. A criatividade nem sempre se encaixa em calendários, e forçar um ritmo acelerado pode comprometer a qualidade da obra.  

Qual é o segredo? Este está no bom senso e no equilíbrio. Sendo assim, as dicas são:

- A validade de trabalhar com prazos depende do perfil do autor, da natureza do projeto literário e da existência de contrato com editora. 

- Estabelecer prazos pode ser útil para criar disciplina e constância na criação do autor.

- Bons prazos devem considerar não apenas a escrita, mas também pesquisa, momentos de reflexão e a imprescindível revisão do próprio autor, em prol de maior eficácia.

- Metas semanais podem conciliar disciplina e liberdade artística.  

- Autores com prazos externos, como aqueles pactuados com editoras, devem ser prudentes e negociar prazos viáveis. 

- Autores independentes podem se beneficiar de autocobrança, com menor nível de estresse, mas – novamente – os prazos devem ser viáveis. 

- Em qualquer situação, é fundamental a organização doméstica e no ambiente de trabalho, para favorecer o tempo de dedicação ao livro. 

O importante é encontrar um ritmo que mantenha a motivação sem sacrificar a essência do livro. Se bem planejados e aplicados, prazos ajudam a criar o livro. Se mal escolhidos, porém, podem transformar a criação literária em uma corrida estressante e sem satisfação. O desafio é planejar, para que a obra ganhe vida sem perder sua alma.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Livro A Economia Solidária e as Políticas Públicas

 

Este livro é o resultado da tese acadêmica do Prof. Nivaldo Pereira, e aborda temas de fundamental importância para a agricultura familiar, a produção rural e a sustentabilidade. 

 Escrito e pesquisado por Nivaldo Pereira, Assistente Social formado pela Uniesp – Fama – Faculdade de Mauá/SP, 2019. Como pesquisador interessou-se pelo tema após conhecer as pessoas inseridas nesse grande movimento popular e por ter participado de algumas reuniões junto ao Conselho de Economia Solidária e no Consórcio do grande ABCDMRR, também tem como tema o seu trabalho de TCC aprovado por essa Universidade. Músico autodidata, nasceu na cidade de Sorocaba no dia 30 de maio do ano de 1964, sendo registrado em cartório dia 30/07/1964 devido ao choque de dois trens no Distrito de Brigadeiro Tobias.

Nivaldo é um grande interessado pelas causas e pela Questão Social, contra qualquer tipo de intolerância e a favor de uma Nova Ordem Societária; fez parte da ENESSO - Executiva Nacional dos Estudantes do Serviço Social e é participante do Fórum Paulista de Saúde Mental e Luta Antimanicomial.

Nivaldo acredita que esse grande movimento à Economia Solidária tem ajudado muitas famílias, cooperativas e comunidades a se fortalecerem com a oportunidade de trabalho e renda. E através de uma linguagem poética traz aqui para os interessados em economia popular e solidária e em pesquisa científica sobre populações menos favorecidas, para os interessados em arte e artesanato, em feiras de solidariedade, em uma nova perspectiva de vida este trabalho, que é dedicado a todos que têm comprometimento com uma nova sociedade igualitária.


segunda-feira, 15 de julho de 2024

Publicar seu livro

 

Escrever um livro é um ato de amor. Você, escritor, chegará a leitores que você jamais conhecerá pessoalmente. Sua palavra chegará a eles através da mágica da escrita. Seu livro atravessará as décadas e até os séculos.

Uma mensagem que durará tanto tempo merece uma apresentação digna. Isso inclui a arte da capa, a qualidade do papel, a distribuição do texto, entre outros itens.

Vamos ver os passos para que seu livro seja publicado. Para começar, há um tópico importante a ser abordado: os direitos autorais.

 

 

Direitos autorais

Tornou-se praxe as editoras incluírem nos contratos um artigo que transfere os direitos de publicação para a editora. Mas, espere! Se o autor perde os direitos de publicar sua obra, na prática ele perdeu os direitos sobre a obra. A Editora Sucesso prefere manter os direitos de publicação com o autor. Assim, se ele quiser fazer uma nova edição com outra editora, ou até publicar a obra de maneira independente, não há nenhum impedimento contratual. Achamos isso mais democrático.

Proteja sua obra intelectual!

O autor é, às vezes, uma pessoa que não conhece profundamente a internet, os programas para escrever, como o Word, e aquelas misteriosas “nuvens”. Mas é preciso conhecer um pouco dessas coisas para proteger seu árduo trabalho! Então vamos lá!

O primeiro passo depois de seu livro escrito é passá-lo ao formato de arquivo, caso você seja daqueles que só consegue escrever no papel. Respeitamos esse hábito de escrever à moda antiga. Mas é preciso alertar que é um hábito que pode resultar na perda de sua obra. Nas gavetas pode haver cupins, o papel pode molhar, alguém pode jogar fora por engano… Enfim, o manuscrito nunca está 100% seguro. Então, pelo menos faça o seguinte: tire foto de cada página com seu celular, crie uma conta gratuita no gmail e mande as fotos por email pra você mesmo. Ao remeter pelo gmail, a foto ficará armazenada no Google. Então, estará bem protegida.

Para facilitar a abertura da conta no gmail, há essa página que explica tudo de maneira bem compreensível: https://support.google.com/mail/answer/56256?hl=pt-BR

O que é essa tal de “nuvem”?

A nuvem é simplesmente uma empresa que tem vários “armários”, como aqueles Guarda-Volumes que conhecemos. Cada armário tem um usuário. E lá o usuário guarda seus arquivos de forma segura, com uma senha. Ao abrir uma conta no gmail (que é grátis, como já dissemos), você ganhou de brinde um desses armários com 15 gigabytes de espaço. Esse armário fica na nuvem do Google, o Google Drive. Nada mal! Já dá e sobra para armazenar seu livro! O Google não brinca em serviço: seu livro estará super seguro, pois eles têm vários computadores com os arquivos. Se um der problema, há vários outros com os mesmos arquivos armazenados.

Mas, espere, como acessar esse Google Drive? É fácil. Ao abrir seu gmail, à direita há um menu de 9 pontos dispostos num quadrado: 

Quando você clica nele, uma das opções que aparecem é o Google Drive.

Aí você clica no ícone e abre a página do Google Drive. Para salvar seu arquivo, clique em Novo, e depois em Upload. Pessoalmente, acho muito agradável ter 15 gigabytes de espaço gratuito para guardar de maneira segura meus documentos, imagens, vídeos e, claro, arquivos de livros. O Google Drive também está disponível em seu celular. Detalhe: é em português (ufa!). A única palavra em inglês é upload, que virou mania deixar sem traduzir.

Há outros serviços de armazenagem na nuvem, alguns gratuitos, outros pagos. Mas se você não pretende guardar toneladas de arquivos, o Google Drive é mais que suficiente.

 

Registre sua obra!

Com seu livro pronto, você deve registrar os direitos autorais na Câmara Brasileira do Livro. Mesmo que você ainda vá modificar algumas coisas, registre-o como está. O registro é feito neste link: www.cblservicos.org.br/registro/ e tem o custo de R$ 69,90 (julho de 2024). Lá eles darão todas as instruções para o registro.

Eu sei que dá uma preguiça de fazer essas coisas. Mas o registro protege sua obra contra plágios e roubos. Nos dias atuais, todo cuidado é pouco. E é bem fácil, a CBL explica tudo direitinho.

Agora, o trabalho da Editora

O autor tem algumas tarefas a cumprir, explicadas acima. A Editora também tem. Chegou a vez de falar sobre o que a Editora faz. São tarefas fundamentais para que o livro tenha uma boa apresentação, que esteja à altura do esforço do autor.

Arte da capa


Um bom perfume merece um frasco bonito e elegante. Seu livro merece uma capa e uma contracapa bonitas, que chamem a atenção. A capa deve expressar o livro em uma imagem, o que não é fácil. A Editora Sucesso cria a arte da capa em um processo no qual o autor pode opinar. A capa tem que agradar às duas partes, autor e Editora.

 

 

Diagramação


Um bom livro deve ter uma distribuição de capítulos, parágrafos e imagens – se houver – que dê conforto visual ao leitor, tornando a leitura agradável. Essa é a missão do diagramador, que usa softwares especializados para a editoração gráfica. Ele deve escolher uma fonte de boa legibilidade, tamanho adequado e espaçamento adequado. Diagramar é uma arte que exige paciência e atenção às minúcias.

 

 

 

Revisão gramatical e ortográfica

Mesmo que você seja bom de português, alguns erros acabam acontecendo. Um revisor passará um pente fino em seu texto e eliminará 99,9% dos erros.

Tratamento de imagens


Caso seu livro tenha imagens, sejam coloridas ou em preto e branco, é preciso editá-las para que fiquem boas no papel. A tela do computador é diferente do papel. Por isso a Editora providencia um boneco – que é um protótipo do livro – e o remete ao autor, para que ele dê a aprovação final. No boneco, as imagens ficarão com as cores reais que sairão no livro publicado. Caso sejam imagens em preto e branco, o boneco permite confirmar que essas imagens ficaram nítidas, nem claras demais, nem escuras demais. 

A Editora Sucesso conta com profissionais que podem criar imagens a partir de softwares de computação gráfica. Isso pode ser útil para que seja obtida a imagem certa para a capa ou o miolo do livro.

ISBN

A mesma Câmara Brasileira do Livro que registra seu livro também emite o ISBN, o número internacional de identificação de livros. É o CPF do seu livro, por assim dizer. Mas, ao contrário do registro do livro, o pedido de ISBN é uma tarefa que, em geral, fica a cargo da Editora. O ISBN e o código de barras correspondente fazem do livro um livro de fato, com direito a todas as isenções de impostos e também com possibilidade de ser financiado através da Lei Rouanet. Sem o ISBN, a obra não pode ser comercializada nas grandes livrarias. Às vezes nem as pequenas aceitam. Livro que é livro tem ISBN. Senão é apenas uma brochura.

Ficha catalográfica

É a catalogação do livro, conforme a área de conhecimento da obra, idioma e outros dados. Uma vez estabelecida essa catalogação, o livro recebe um CDD, sigla da Classificação Decimal de Dewey, que organiza os livros por assunto. A ficha catalográfica fica, em geral, no verso da página de rosto.Impressão

A Editora contrata gráficas de sua confiança. Cabe à Editora acompanhar o processo de impressão junto à Gráfica, examinar o boneco, citado antes, para detectar se alguma falha ocorreu. Cabe à Editora também receber os exemplares impressos e depois remetê-los ao autor. As taxas de Correio ficarão por conta do autor.

 

 

Impressão


A Editora contrata gráficas de sua confiança. Cabe à Editora acompanhar o processo de impressão junto à Gráfica, examinar o boneco, citado antes, para detectar se alguma falha ocorreu. Cabe à Editora também receber os exemplares impressos e depois remetê-los ao autor. As taxas de Correio ficarão por conta do autor. 

 

 

 

Arquivos e direitos de publicação

Dissemos no início que a Editora Sucesso mantém com o autor os direitos de publicação. Para tornar isso mais fácil, na prática, entregamos ao autor os arquivos da capa e do miolo em formato pdf. Caso ele queira republicar a obra por outra editora, ou até de maneira independente, ele já tem os arquivos prontos.

Além disso, com esses arquivos em mãos, o autor tem a possibilidade de publicar seu livro em formato digital (ebook) pela Amazon ou outro provedor desses serviços que seja de sua confiança.

Conclusão

Bem, esperamos ter esclarecido como funciona o processo de publicação com a Editora Sucesso. Os valores que o autor pagará incluem todos os serviços listados acima. Ao autor fica apenas a tarefa de registrar sua obra na Câmara Brasileira do Livro. Além do trabalho de escrever o livro, claro!

Ficamos à disposição para quaisquer esclarecimentos. Se tiver alguma dúvida, escreva nos comentários que teremos prazer em responder.

Roberto Locatelli